Autodesenvolvimento

Quem Sou Eu?

11:39


Quando temos a oportunidade de conhecer tipos diferentes de pessoas não é raro percebermos as personas criadas para esconder os sentimentos pessoais de imperfeição. Elas adotam diferentes posturas para compensar a falta de valor próprio interior exibindo sua riqueza, seu status, suas façanhas intelectuais, sua força física, suas conexões sociais ou sua “superioridade” moral, na tentativa de provar que não são tão indignas quanto se sentem.

Às vezes tudo começa com uma pequena mentira ou simulação, mas com o passar do tempo a farsa vai ganhando uma dimensão maior, dando origem a um personagem que é o oposto de como a pessoa realmente se sente. Verdadeiras fraudes, temem ser desmascaradas todo o tempo. De certa forma, em alguma medida, todo mundo esconde ou compensa uma parte de si que não gosta.

Corremos atrás para satisfazer essa imagem criada. Trabalhamos arduamente para conseguir o dinheiro que mostramos ter, nos matamos para mostrar o corpo perfeito, o casamento perfeito, para fazer os contatos sociais que mostrarão que somos os tais, condenamos os outros para mostrarmos nossa elevação moral e espiritual. Se isso fosse uma verdade estaria tudo certo essa corrida incessante, mas na grande maioria é somente uma ação desencadeada por uma motivação coletiva, instintiva, na busca de poder, domínio, como fazem os animais. Num nível mais caótico ainda apenas inventamos todas as realidades que queremos mostrar. Fazemos tudo que nossa persona pede, e então porquê ainda nos sentimos vazios?

Quando toda a sua energia é empregada para manter a ilusão do “eu” que você projeta e esconde do mundo a imagem do seu “eu temido”, a voz baixa e mansa do seu “eu verdadeiro”, quem você realmente é, mal pode ser ouvida. Fale mais alto e ouse responder à essas perguntas:

- Quem você  é  hoje,  desperta a vontade de sua própria companhia?

- Quem é você quando ninguém está olhando?

- Se você se sentisse totalmente seguro, o que faria de maneira diferente?

- Quem você seria se vivesse sem nenhum medo?

Dizem que quando perguntaram a Michelangelo como ele conseguia esculpir anjos tão belos, ele respondeu: “Eu enxergo o anjo na pedra e vou removendo tudo que está ao seu redor”. 

Ser você mesmo é semelhante a isso: menos uma tentativa de ser como você gostaria de ser e mais uma questão de reconhecer a magnificência de quem você realmente é.

Luciana Sereniski

Deusas e a Mulher

Afrodite/Vênus: Deusa do amor e da beleza, mulher criativa e amante

20:00


AS CARACTERÍSTICAS NÃO SÃO NEGATIVAS OU POSITIVAS, TUDO DEPENDE DA INTENSIDADE E DO CONTEXTO. 

1 - Nos relacionamentos da deusa os sentimentos de desejo sempre são mútuos e é assim que a mulher Afrodite permanece na relação e se sente feliz.

2 - Ela nunca foi vítima de paixão por alguém indesejável, ela tem autoconfiança para se relacionar.

3 - Valoriza a experiência emocional, a intensidade, mais do que a permanência de uma relação.

4 - As ligações são importantes, mas não como compromisso a longo prazo.

5 - Ela consuma as relações e gera vida nova, a mulher sente energia, alegria depois e isso também é despertado no homem.

6 - Valoriza exclusivamente o subjetivo, o que ela sente, não medindo por reconhecimento ou realização de ninguém.

7 - Realização sexual é sinônimo de comunicação, comunhão, porque os dois desejam estar juntos, há química.

8 - Afrodite num relacionamento não se limita só ao romântico ou sexual, mas ao amor platônico, conexão da alma, amizade profunda.

9 - Sua consciência é enfocada e intensa, ela concentra sua atenção naquilo que lhe importa.

10 - Ela consegue conforme o que deseja iludir seduzindo o homem, mas não estar apaixonada por ele.

11 - Na relação com Afrodite os dois ganham energia para viver, chegando a perder a noção do tempo.

12 - Ela é a musa do homem, sua inspiração, é assim que ele a vê.

13 - Seus relacionamentos misturam erotismo e companheirismo.

14 - Ela faz o homem acreditar nos seus sonhos com sua sedução ela o convence.

15 - Amante do riso, irresistível encanto.

16 - Por ser vaidosa, tem corpo gracioso.

17 - Valoriza e cuida da sua beleza estética: corporal e facial.

18 - É uma deusa de muita sensualidade.

19 - Ela se sente livre para escolher, pois não foi vitimada.

20 - Afrodite impele a mulher a exercer funções criativas e procriativas.

21 - Sente-se atraente.

22 - Se apaixona frequentemente e facilmente.

23 - Tem sex-appeal, o que induz ao erotismo.

24 - Quando Afrodite é evocada os dois se sentem encantados e especiais.

25 - Ela tem fertilidade na procriação, tem bebê pelo desejo a um homem ou por experiência sexual e romântica.

26 - Arrisca gravidez indesejada e pode ter muitos filhos.

27 - Trabalha com paixão na criação como no amor, se envolve.

28 - É envolvida na experiência sensorial ou sensual.

29 - Tem carisma pessoal.

30 - Tem eletricidade que com atributos físicos a torna irresistível.

31 - Ela tem o poder de transformar material inferior em ouro (processo alquímico), seja no trabalho ou no amor, por seu enorme poder criativo.

32 - Ela consegue ter sexualidade desligada da intimidade emocional.

33 - Ela ativa numa mulher é uma força tremenda para mudança. Através dela fluem atração, união, fertilização, incubação e nascimento de uma nova vida. O trabalho criativo resulta de um envolvimento apaixonado e intenso.

34 - Como artista ela é envolvente, apaixonada com o que faz e todos os seus sentidos se intensificam.

35 - Como força criativa se envolve num intenso esforço criativo depois do outro.

36 - Quando termina um projeto surge uma nova possibilidade que a fascina.

37 - Pode levar uma vida não convencional, seguir o que quer e quem a fascine.

38 - A busca do prazer é no aqui agora.

39 - Quando jovem busca uma faculdade que tenha uma intensa vida social.

40 - Prefere um emprego que não exija repetição.

41 - Na meia idade a engajada em trabalho artístico (criativo) retém seu entusiasmo e melhora sua inspiração, sua habilidade.

42 - Na velhice permanece com interesse pelos outros e o trabalho criativo como o mais importante.

43 - Na velhice tem amigos de todas as idades, porque ela é jovem por dentro e atraem outros à ela.

44 - É extrovertida

45 - Tem ânsia pela vida.

46 - É impetuosa.

47 - Age pelo desejo sem considerar as consequências.

48- Se uma mulher tipo Afrodite desenvolve habilidades ou adquire formação, o poder de Afrodite é modificado por outras deusas (não diminuído, somente modificado).

49 - Se ela se casar também necessitará de outras deusas para cuidar dos filhos, porque ela tem dificuldade.

50 - Não sendo retribuída ela é tomada de desejo cruel e aspirações impróprias.

51 - A intensidade do amor também é da sua dor.

52 - Ela pode ser vista como muito sedutora e ser considerada uma prostituta.

53 - Pode ser marginalizada.

54 - Como amante pode ter muitos amantes.

55 - No trabalho não se esforça para sair-se bem, exceto se ela se envolver e puder criar.

56 - Tem tendência à homens que não fazem bem à ela e para ela.

57 - Caso não seja influenciada por outra deusa ela opta por homens semelhantes a ela: criativos, complicados, mal-humorados, emotivos, que podem não objetivar lugares ou posição elevado e não querem chefiar assuntos domésticos ou serem maridos e pais.

58 - Na meia idade tem dificuldade de aceitação já que sua atratividade foi sua fonte de gratificação.

59 - Pode ser explorada por quem só procura sexo.

60 - Pode ter só relacionamentos superficiais.

61 - Pode acabar com a autoestima rebaixada.

62 - Quando uma Afrodite nega sua condição ela reprime seu interesse pelos homens, menospreza sua atratividade e se considera má por desejos sexuais que a conduzem à depressão e ansiedade.

63 - Se perder o contato com sua sexualidade e sensualidade perde sua identidade, e, portanto sua vitalidade e espontaneidade.

64 - Como vive no aqui agora compra o que não pode pagar, dá bolo nas pessoas.

65 - Faz planos com entusiasmo e não põe em prática.

66 - Se conduz na vida como se não houvesse amanhã.

67 - As prioridades emocionais tem mais peso do que as considerações práticas.

68 - Ela pode deixar para trás homens feridos, rejeitados, deprimidos e zangados, que se sentem usados e descartados.

69 - Pode passar por uma série de intensos romances, levada pela magia de estar apaixonada.

70 - Afrodite impele a mulher a amar alguém que não pode ou não quer retribuir seu amor.

71 - Pode criar uma paixão ilícita que a conduz a um conflito ou humilhação, que pode destruí-la assim como suas qualidades positivas.

72 - Pode tornar-se doente de amor.

73 - Apaixona-se por homens desprezíveis que sabe que vão lhe causar sofrimento.

74 - Pode de maneira infeliz se comprometer por amor.

75 - Ela pode ser atormentada a provar a si que o homem a ama, apesar das provas contrárias e mesmo ficando infeliz quer insistentemente mudar.

76 - Pode amar um homem que deixa claro que não a ama, podendo se tornar obsessiva, impedindo-se de outros relacionamentos.

77 - Gosta da luxúria.

78 - Crê que sua palavra é lei.

79 - Afrodite é a deusa que mais aceita, ama e compreende os homens (a não ser que seja maltratada; nesse caso poderá entrar num jogo de medição de forças).

80 - Ela não mantém com os homens uma relação de dependência, mesmo quando ama é autônoma.

81 - A mulher que corresponde ao modelo Afrodite é a amante preferida dos homens, mas decididamente não escolhida para esposa por a considerarem infiel e independente.

82 - Prefere profissões que despertem sua criatividade, como por exemplo: pintura, escultura, moda e editoração.

83 - Se vale da beleza e do fascínio para exercer poder ou conquistar posições interessantes.

84 - Quando a Afrodite não é bela, é carismática e possui uma atração irresistível.

85 - Não é interesseira.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

Depressão : Sintomas físicos, psicológicos e causas mais estressantes

15:13


A depressão é uma doença da mente e do corpo. Muitas pessoas têm ambos os sintomas, físicos e psicológicos, mas a natureza exata da doença muda de uma pessoa para outra. Uma pode apresentar a predominância de alguns sintomas da doença que diferem dos sintomas predominantes em outra pessoa.

SINTOMAS DA DEPRESSÃO:

PSICOLÓGICOS:
Baixo-astral
Perda de interesse nas coisas que você costumava apreciar
Ansiedade
Embotamento emocional - como se perdesse seus sentimentos
Problemas de concentração e memória
Delírios
Alucinações
Impulsos suicidas


FÍSICOS:
Problemas com o sono: dificuldade em pegar no sono, despertar muito cedo pela manhã ou dormir demasiadamente
Lentidão mental e física
Aumento ou falta de apetite
Aumento ou perda de peso
Perda de interesse no sexo
Cansaço
Constipação
Irregularidades na menstruação


CAUSAS DA DEPRESSÃO:
Genes
Personalidade
Meio Familiar
Gênero
Padrões de Pensamento
Controle limitado sobre seu destino
Stress e acontecimentos da vida
Distúrbios físicos
Falta de luz solar


OS 10 ACONTECIMENTOS MAIS ESTRESSANTES NA VIDA QUE PODEM CONDUZIR À UMA DEPRESSÃO:
Morte de um familiar próximo: filhos, cônjuge, irmãos, pais.
Divórcio
Separação Conjugal
Aprisionamento
Morte de um amigo muito chegado
Lesões ou doenças
Casamento
Perda de Emprego
Reconciliação Conjugal
Aposentadoria.


Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

Transtorno Bipolar - Como atua e Tratamento necessário

10:33


O Transtorno Afetivo Bipolar (antiga Psicose Maníaco-Depressiva) caracteriza-se pela presença de fases depressivas, geralmente graves, e uma ou mais fases maníacas num indivíduo. Entre as fases, a pessoa se apresenta "normal".

Mania é um estado de elação: persistência anormal do humor elevado, expansivo, irritado, alegre, animado, e de muita atividade, oposta à depressão. Estas fases podem ocorrer sem uma ordem pré-estabelecida, ou seja, pode haver mania seguida de mania, depressão seguida de depressão, mania seguida de depressão, depressões e apenas uma fase de mania, etc. Não corresponde à mania dita popularmente (hábitos repetitivos numa pessoa). É perceptível que a pessoa encontra-se fora do seu normal habitual. Uma autoestima extremamente elevada, com grandiosidade, podendo atingir proporções delirantes: o indivíduo passa a acreditar que é uma pessoa importante do meio político, religioso ou é próximo a Deus (quando a crença se torna uma verdade absoluta, estamos diante de um delírio). Sente-se cheio de energia, porém, pode haver muita irritabilidade e labilidade (oscilação) do humor. Apresenta uma desinibição sexual intensa, podendo chegar à promiscuidade.

É subdividida em tipo I e tipo II. O Transtorno Bipolar do Tipo II apresenta depressões e hipomanias, que correspondem a um quadro de mania, porém mais leve.

A Fase Depressiva é um quadro de depressão em tudo semelhante à Depressão Maior. A Fase Maníaca caracteriza-se por uma grande elevação do humor, levando a exaltações, alegrias, irritação, explosividade, agressividade. Durante a fase, deve ocorrer três ou mais sintomas a seguir:

Autoestima inflada, grandiosidade
Falante, pressão para falar
Fuga de ideias, "pensamento está correndo muito"
Distraibilidade
Aumento de atividades direcionadas para um objetivo
Agitação psicomotora
Prazer em atividades perigosas (comprar em excesso, indiscrições sexuais, investimentos financeiros descabidos, etc.)
O sono quase desaparece ou desaparece totalmente, a pessoa está sempre com altíssima energia, uma hiperatividade que não permite que fique quieto por minutos.
Seu pensamento se torna extremamente rápido, com dificuldade de interrupção, chegando ao que se chama "fuga de ideias" (velocidade extrema do pensamento, onde ocorrem associações de ideias através de semelhanças e/ou por sons, porque uma ideia se interpõe a outra devido à pressão à qual estão submetidos os pensamentos).
O tom de voz é geralmente elevado e ficam falantes. Os indivíduos se sentem muito bem, infalíveis, não havendo limites para nada, tudo é permitido e realizável. Do mesmo modo que ficam irritados, esquecem facilmente.

Inicia-se geralmente na adolescência, porém não é via de regra. O início pode ser gradual ou abrupto.

O Transtorno Bipolar tem fatores desencadeantes psicológicos ou sociais estressantes, fatores genéticos ou biológicos como na Depressão Maior, porém, provavelmente sua causa é genética (hereditária). Os fatores genéticos (biológicos) podem determinar como a pessoa reage frente aos estímulos estressantes da vida.

TRATAMENTO

Muitas vezes, o indivíduo que só apresenta fases de depressão até então; recebe o diagnóstico de Transtorno Afetivo Unipolar. Só é feito o diagnóstico de Transtorno Bipolar quando ocorre pelo menos uma fase de mania.

Trata-se com medicamento, indicado por médico psiquiatra ou neurologista, ao menos até um equilíbrio entre consciente e inconsciente, e,

Psicoterapia: embora se diga que não tem cura", a psicologia analítica junguiana trabalha, através de suas técnicas, com efetividade no controle do humor. 

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

O Que é um Ataque de Pânico?

17:00


O ataque de pânico é um episódio de intenso medo ou receio de início súbito e de relativa curta duração, juntamente com uma assustadora onda de sensações físicas e pensamentos.

AS SENSAÇÕES FÍSICAS PODEM INCLUIR: 
Coração batendo rapidamente 
Tontura / desmaio 
Falta de ar 
Dores no peito 
Dormência / formigueiro 
Transpiração 
Agitação 
Náuseas 

SENSAÇÕES PSICOLÓGICAS DE QUE VOCÊ ESTÁ: 
Fora de controle físico e/ou emocional 
A morrer 
A ter um ataque cardíaco / curso 
A desmaiar 
Enlouquecendo 

Um ataque de pânico é uma intensa reação em cadeia, física e mental. Pode começar com uma simples sensação corporal ou um pensamento sobre algo ameaçador. Em poucos segundos, uma reação em cadeia é acionada, envolvendo pensamentos de medo, reações físicas, e sentimentos de terror e desespero. Na maioria dos casos, um ataque de pânico pode começar com uma variedade de sintomas e atinge um pico dentro de 10 a 15 minutos, sendo que depois vai gradualmente diminuindo. Os efeitos secundários, no entanto, podem durar um longo período de tempo. Às vezes, pode demorar um ou dois dias só para voltar ao seu estado físico e mental normal. Com o tempo, os ataques de pânico podem começar a alterar a sua maneira de pensar, agir e sentir a sua vida diária, mesmo quando você não está tendo um ataque de pânico real.

Enquanto as sensações de pânico são uma resposta natural ao perigo, os ataques de pânico, geralmente estão fora de proporção em relação a qualquer perigo real que a pessoa pode estar enfrentando no momento. Eles parecem ter vida própria.

O QUE CAUSA OS ATAQUES DE PÂNICO E TRANSTORNO DE PÂNICO?

Nem sempre se tem uma noção clara acerca daquilo que provoca um ataque de pânico pela primeira vez. A vulnerabilidade e/ou suscetibilidade a ter ataques de pânico pode ser comum em algumas famílias ou algumas pessoas podem ter uma forma de ser e de pensar que as torna mais propensas. O primeiro ataque de pânico geralmente verifica-se em momentos de stress ou em reação a uma experiência traumática. Após o primeiro ataque de pânico, as pessoas começam a prestar mais atenção aos seus sintomas físicos. Eles muitas vezes começam a ficar com medo das suas próprias reações físicas. Começam a ficar num estado de hipervigilância sobre os seus sintomas físicos ou algo que possam considerar como ameaça. Quando isto acontece, qualquer situação/alteração que produza uma reação física semelhante, tais como o exercício físico, emoções fortes ou mesmo uma mudança na temperatura, podem desencadear um ataque de pânico. A pessoa passa a fazer um conjunto de associações (de medo) erradas que provocam uma reação em cadeia, fazendo disparar o sistema nervoso autônomo que deixa a pessoa num estado elevado de excitação. Este estado de excitação é interpretado como perigoso, levando ao completo descontrole.

É UM ATAQUE CARDÍACO OU UM ATAQUE DE PÂNICO?

A maioria dos sintomas de um ataque de pânico são físicos, e muitas vezes esses sintomas são tão graves que as pessoas pensam que estão tendo um ataque cardíaco. De fato, muitas pessoas que sofrem de ataques de pânico vão ao médico ou ao pronto-socorro (urgências) porque acreditam que a sua vida está em risco. Embora seja importante para descartar possíveis causas de sintomas médicos, como dor no peito, palpitações do coração, ou dificuldade para respirar, é na grande maioria da vezes o pânico que é ignorado como uma causa potencial do mal-estar sentido, e não o contrário. Se este tipo de episódio ou situação já lhe aconteceu, certamente desmistificou a possibilidade de sofrer de alguma condição médica prejudicial à sua saúde.

O QUE FAZER PERANTE UM ATAQUE DE PÂNICO?

Seria sensato fazer um exame físico completo. O primeiro passo a ser dado, é marcar uma consulta com o seu médico para descartar qualquer problema de saúde física. Muitos sintomas do pânico podem ser assustadores e podem ser similares a algumas condições médicas. Se junto do seu médico confirmar que não há nenhum problema físico, você precisa lembrar-se disso quando voltar a sofrer de um ataque de pânico. A confirmação de que não existe nada de errado consigo é uma premissa para reestruturar a crença de que tudo não passa de medos “irracionais” e consequentemente nada de mal lhe irá acontecer.

O QUE FAZER DURANTE UM ATAQUE DE PÂNICO?

Tente não lutar contra o que você está sentindo. É importante relembrar-se que está sentindo uma intensa ansiedade e o mais certo é ser desproporcional a qualquer perigo real que possa julgar estar presente nesse momento. Muitas vezes, lutar contra os sentimentos, evitando-os ou tentar distrair-se pode realmente aumentar o seu medo de pânico e aumentar ainda mais o desconforto sentido. É importante relembrar-se que o pânico nunca é permanente, a maioria dos ataques de pânico nunca duram mais do que alguns minutos (em média, 4 a 6 minutos). Depois de atingir um pico de desconforto a tendência é que a intensidade dos seus sintomas diminua.

Relaxe. O relaxamento é a chave para superar os ataques de pânico. As técnicas de relaxamento, controle da respiração e meditação podem ser praticados para ajudar a relaxar. Um exemplo de controle da respiração é a respiração lenta e profunda.

Exemplo: respire calmamente e em silêncio, conte para si mesmo à medida que vai inspirando: 1 … 2 … 3 … 4 … 5…, sustenha a respiração por um breve momento e expire continuando a contar para si: 1 … 2 … 3 … 4 … 5 …, repita o processo durante cerca de cinco minutos para que o equilíbrio de oxigênio e dióxido de carbono possa voltar ao normal. Este é um processo muito eficaz quando utilizado aos primeiros sinais de um ataque de pânico.

Desafie o seu medo. Tente ser consciente acerca do que você está pensando e veja se consegue desafiar esses medos.

Apresento algumas perguntas que você pode fazer a si mesmo: 
“De acordo com o que agora sei sobre os ataques de pânico, e levando em consideração o recente check-up médico que descartou a possibilidade de qualquer explicação física para os episódios, estarei realmente tendo um ataque cardíaco, derrame ou a enlouquecer? O que eu temo está realmente a acontecer, ou o mais provável é que estes sintomas façam parte da minha resposta de ansiedade? “ 
“O que é que eu aprendi da minha experiência com ataques de pânico? Já tive esses sentimentos antes e eles nunca me provocaram dano nenhum (morte), ou não passam de um ataque de pânico, tendo a causa no meu medo infundada". 
“Se alguém que eu conheço estivesse sentindo estes sintomas, o que eu lhe diria para tranquilizá-lo que o que ele está sentindo são apenas sintomas de ansiedade?” 

Dê um tempo a si mesmo. Tente não se apressar durante um ataque de pânico. Não tente distrair-se ou fingir que não está sentindo a ansiedade. Não deve fazer isso, porque muitas vezes é esse fato que aumenta a ansiedade. Reconheça os seus sintomas como “apenas os sintomas”, lembre-se que você pode separar aquilo que sente, daquilo que pensa ou do medo que está a viver. Algumas pessoas acham útil pensar no pânico como se fosse idêntico a “surfar uma onda ” em que a onda vai crescendo, atingindo um pico, para em seguida diminuir suavemente na praia. Quando se sentir restabelecido, volte ao que estava fazendo.

Desenvolva e aplique o poder do pensamento positivo. Outra forma que contribui para a redução dos ataques de pânico é perceber a maneira que você fala para si mesmo, especialmente durante os períodos de maior stress e pressão. Os ataques de pânico geralmente começam a formar-se quando você diz a si mesmo coisas assustadoras, como “Eu sinto-me tonto… Eu estou prestes a desmaiar!” ou “Eu estou preso neste engarrafamento e algo terrível vai acontecer!” ou “Se eu sair, eu vou perder o controle e fazer feio.” Estes pensamentos são chamados de “previsões negativas” e têm uma forte influência sobre a maneira como sente o seu corpo. Se você estiver mentalmente prevendo uma catástrofe, o seu corpo irá disparar uma resposta de alarme, uma resposta de “lutar ou fugir”.

Adote uma atitude positiva, tente concentrar-se em pensamentos positivos, calmantes e capacitadores, como “Eu estou aprendendo a lidar com as sensações ansiosas de pânico e sei que algumas pessoas conseguem superar o pânico “ou “Isto vai passar rapidamente, e eu posso ajudar-me, concentrando-se na minha respiração e imaginar um lugar relaxante ” ou ” Estes sentimentos são desconfortáveis, mas eles não vão durar para sempre. “

SERÁ MUITO ÚTIL LEMBRAR-SE DE ALGUNS DOS SEGUINTES FATOS SOBRE OS ATAQUES DE PÂNICO: 

Um ataque de pânico não pode causar insuficiência cardíaca ou um ataque cardíaco. 
Um ataque de pânico não pode fazer você parar de respirar. 
Um ataque de pânico não pode fazer você desmaiar. 
Um ataque de pânico não o leva a “enlouquecer”. 
Um ataque de pânico não pode fazer você perder o controle de si mesmo (poder pode, mas apenas se você permitir). 

PORQUE RAZÃO CONTINUA A TER ATAQUES DE PÂNICO?

Depois do transtorno do pânico se desenvolver, geralmente torna-se num ciclo diário de medo. O ciclo começa com a ansiedade antecipada sobre onde, quando e como é que o próximo ataque de pânico pode ocorrer. As pessoas com transtorno de pânico muitas vezes tornam-se conscientes e preocupadas com as mudanças físicas que podem acontecer no seu corpo. Esse crescendo de medo e ansiedade, muitas vezes leva ao aumento do medo da situação temida, aumentando igualmente a probabilidade de realmente ter um ataque de pânico e, para algumas pessoas, esta é a razão para evitar a situação por completo. As pessoas que têm transtorno de pânico com agorafobia, podem gastar muito do seu tempo evitando atividades e lugares que julgam poder vir a desencadear um novo ataque de pânico.

É IMPORTANTE NÃO DEIXAR QUE UNS POUCOS ATAQUES DE PÂNICO SE TORNEM UM PROBLEMA MAIOR A LONGO PRAZO. ALGUNS PONTOS-CHAVE QUE DEVE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO, SÃO:

Não evitar situações ou atividades habituais. Tente não evitar as situações ou atividades que estão relacionadas com o pânico. Por exemplo, não tente evitar o exercício, os transportes públicos, ou dirigir. Se você está começando a temer ou a evitar certas situações, precisa pouco a pouco voltar a fazer essas coisas. Esta é a melhor maneira de aprender que o pânico não precisa impedi-lo de realizar as suas atividades habituais e que você pode passar por isso sem prejuízos maiores.

Evite automedicar-se. Evite a ingestão de álcool, isso não irá ajudar a diminuir as sensações de pânico e, a longo prazo irá torná-los pior. Os tranquilizantes, por vezes, têm um efeito muito curto, não sendo úteis a longo prazo, sendo que podem surtir num problema dado que é fácil tornar-se dependente. É importante que saiba que alguns medicamentos para a ansiedade podem ser viciantes. Deverá sempre obter aconselhamento médico acerca de qualquer medicação.

Evite o desenvolvimento de hábitos prejudiciais. Algumas pessoas com ataques de pânico começam a usar muitos comportamentos supersticiosos para se protegerem. Por exemplo, podem levar garrafas de água ou um determinado livro em caso de pânico, ou que só podem seguir determinadas rotas, pois transmite uma sensação de segurança. Se você executa algum deste tipo de hábitos insidiosos na sua vida, tente revertê-los. Embora possam parecer inofensivos, eles podem impedir a aprendizagem de que os ataques de pânico não são perigosos e que você pode conseguir lidar sozinho com a situação.

O QUE DEVO SABER MAIS, ACERCA DO TRANSTORNO DE PÂNICO?

Como em qualquer outro transtorno, as pessoas com transtorno de pânico podem ter várias complicações. Algumas pessoas pensam que são fracas ou que têm algum defeito, por terem ataques de pânico. A tensão e esforço que o transtorno de pânico coloca nas famílias, pode contribuir para o surgimento de problemas conjugais e familiares. Além disso, cerca de um terço das pessoas com transtorno do pânico também têm depressão ou problemas com drogas ou álcool. Se você tem transtorno de pânico ou agorafobia, e de acordo com o que anteriormente referi, um exame físico completo é o primeiro passo no seu processo de recuperação. Posteriormente procure aderir a um programa de recuperação e tratamento do transtorno de pânico.

OBTER AJUDA

Conversar com uma pessoa próxima (cônjuge, parente, amigo) pode ser muito útil, especialmente quando você  está  se sentindo muito angustiado. É importante não se tornar excessivamente dependente do apoio dos outros e deve decidir-se a lidar com seus ataques de pânico e começar a enfrentar situações por si mesmo.

A boa notícia é que os tratamentos para o transtorno de pânico e agorafobia são eficazes. Existem dois tipos principais de tratamento que funcionam muito bem. São eles:

Terapia. A Terapia é aplicada por um psicólogo que lhe ensina as habilidades práticas para ajudar a superar os seus ataques de pânico, enquanto vai trazendo à consciência a motivação desencadeante, fazendo assim com que a libido, antes no inconsciente, seja assimilada pelo ego.  

Medicamentos. Existem alguns medicamentos específicos que mostraram ser eficazes na redução dos ataques de pânico. Estes geralmente precisam ser tomados durante um período significativo de tempo e devem ser prescritos pelo psiquiatra. É importante levar em consideração que a medicação pode ter um efeito negativo com o decorrer do tempo, dado que a pessoa pode associar a sua segurança ao medicamento, tornando-se dependente do mesmo.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

"Meus pais são Bipolares" - Transtornos para Todos - Contardo Calligaris

11:52


Belo artigo de Contardo Calligaris em relação aos transtornos mentais e ao “afrouxamento” das categorias de diagnóstico.

Transcrito na íntegra:

O termo “bipolar” se tornou corriqueiro na boca dos adolescentes. Não é que eles citem diagnósticos psiquiátricos, no estilo “sabe, minha mãe toma remédio porque os médicos dizem que ela é bipolar”.

Nada disso; para eles, o termo é a descrição genérica de um estado de espírito dominado por altos e baixos radicais. Além disso, muitos adolescentes acham que, hoje, ser bipolar é a regra.

Não acho ruim que termos clínicos se vulgarizem e entrem na linguagem comum. Só me preocupa o fato de que, às vezes, psiquiatras e psicólogos adotam essa vulgarização, confundindo a tristeza banal com o transtorno depressivo ou, então, variações do humor banais com o transtorno bipolar.

Com isso, claro, a indústria farmacêutica faz a festa, pois vende antidepressivos a pessoas que estão apenas tristonhas ou morosas e estabilizadores do humor a pessoas que são apenas mais alegres pela manhã do que à noite. Seja como for, talvez os adolescentes tenham razão. Talvez a bipolaridade, além de um transtorno para alguns, seja hoje um traço da personalidade de todos nós. Por quê? Um pequeno desvio para responder.

Existe um grupo de trabalho encarregado de revisar o “Manual Estatístico e Diagnóstico de Transtornos Mentais”, cuja quinta versão (“DSM V”) será publicada em 2013. Foi assim que em 2010, se não me engano, soubemos que o “transtorno da personalidade narcisista” sumiria da próxima versão do “Manual”. Tanto mais bizarro que, aos olhos de muitos (assim como aos meus), a personalidade narcisista, longe de estar extinta, é a que melhor resume a subjetividade contemporânea. Antes de defini-la, vamos ver quais foram as reações.

As más línguas observaram que sempre somem os transtornos contra os quais a indústria farmacêutica não tem remédios para vender (não existe pílula para transtorno narcisista, enquanto existem várias para bipolaridade e depressão).

Outros, considerando que o transtorno da personalidade narcisista coincidiria com o espírito de nossa época, acharam normal que ele não fosse mais considerado como uma patologia.

Enfim, muitos psicanalistas (sobretudo alunos de Heinz Kohut e de Otto Kernberg, grandes intérpretes do narcisismo) protestaram, e eis que, numa revisão de 21 de junho passado, o transtorno narcisista reapareceu no “DSM”.

Em síntese, o narcisista não é, como sugere a vulgata do mito de Narciso, alguém apaixonado por si mesmo ou por sua imagem no espelho. Ao contrário, o problema do narcisista é que ele depende totalmente dos outros para se definir e para decidir seu próprio valor: ele se orienta na vida só pela esperança de encontrar a aprovação do mundo.

Infelizmente, nunca sabemos por certo o que os outros enxergam em nós. Às vezes, o narcisista se exalta com visões grandiosas de si, ideias infladas do amor e da apreciação dos outros por ele; outras vezes, ao contrário, ele despenca no desamparo, convencido de que ninguém o ama ou aprecia.

Ora, a modernidade é isso: um mundo sem castas fixas, onde cada um pode subir ou descer na vida justamente porque seu lugar no mundo depende da consideração (variável e sempre um pouco enigmática) que os outros têm por ele.

Ou seja, a modernidade nos predispõe a um transtorno narcisista permanente e, no coração dessa personalidade narcisista (sina de nosso tempo), há uma oscilação bipolar.

O adolescente tem razão: a bipolaridade talvez seja especialmente manifesta nos pais. Como disse, na sociedade moderna, só somos o que os outros reconhecem que sejamos, e os pais não são uma exceção a essa regra.

Nem lei simbólica, nem legado divino, nem provas genéticas bastam para me transformar em pai ou mãe de meus filhos. Hoje, para eu ser pai ou mãe, é preciso que os filhos me reconheçam como tal, ou seja, sem o amor e o respeito de meus filhos, eu não serei nem pai nem mãe.

Consequência: todo pai moderno é condenado à bipolaridade, entre a felicidade de ser genitor e uma consternadora queda do alto dessa nuvem. Se ele tenta educar, corre o risco de não ser mais amado e, portanto, de não ser mais pai.

Se desiste de educar para ser amado, corre o risco de não ser mais respeitado -ou seja, novamente, de não ser mais pai. É isso: os pais são bipolares.

Contardo Calligaris


Autodesenvolvimento

A Importância de Saber Viver

16:39


(Tese do pensador russo chamado GUERDJEF, que no início do século passado já falava em autoconhecimento e na importância de saber viver)

Dizia Guerdjef:

"Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal".

Assim dizendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os "experts" em comportamento que quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade.

Aqui estão as 20 regras de saber viver:

-Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

-Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

-Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

-Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

-Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

-Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

-Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

-Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porquê são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

-Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem porém achar que é o máximo a se conseguir na vida.

-Evite envolver-se na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

-Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

-Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.

-É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros.

-Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

-Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram de bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo...para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

-A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

-Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

-Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

-Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer.

(Guerdjef)