Equilíbrio Emocional

Depressão : Sintomas físicos, psicológicos e causas mais estressantes

15:13


A depressão é uma doença da mente e do corpo. Muitas pessoas têm ambos os sintomas, físicos e psicológicos, mas a natureza exata da doença muda de uma pessoa para outra. Uma pode apresentar a predominância de alguns sintomas da doença que diferem dos sintomas predominantes em outra pessoa.

SINTOMAS DA DEPRESSÃO:

PSICOLÓGICOS:
Baixo-astral
Perda de interesse nas coisas que você costumava apreciar
Ansiedade
Embotamento emocional - como se perdesse seus sentimentos
Problemas de concentração e memória
Delírios
Alucinações
Impulsos suicidas


FÍSICOS:
Problemas com o sono: dificuldade em pegar no sono, despertar muito cedo pela manhã ou dormir demasiadamente
Lentidão mental e física
Aumento ou falta de apetite
Aumento ou perda de peso
Perda de interesse no sexo
Cansaço
Constipação
Irregularidades na menstruação


CAUSAS DA DEPRESSÃO:
Genes
Personalidade
Meio Familiar
Gênero
Padrões de Pensamento
Controle limitado sobre seu destino
Stress e acontecimentos da vida
Distúrbios físicos
Falta de luz solar


OS 10 ACONTECIMENTOS MAIS ESTRESSANTES NA VIDA QUE PODEM CONDUZIR À UMA DEPRESSÃO:
Morte de um familiar próximo: filhos, cônjuge, irmãos, pais.
Divórcio
Separação Conjugal
Aprisionamento
Morte de um amigo muito chegado
Lesões ou doenças
Casamento
Perda de Emprego
Reconciliação Conjugal
Aposentadoria.


Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

Transtorno Bipolar - Como atua e Tratamento necessário

10:33


O Transtorno Afetivo Bipolar (antiga Psicose Maníaco-Depressiva) caracteriza-se pela presença de fases depressivas, geralmente graves, e uma ou mais fases maníacas num indivíduo. Entre as fases, a pessoa se apresenta "normal".

Mania é um estado de elação: persistência anormal do humor elevado, expansivo, irritado, alegre, animado, e de muita atividade, oposta à depressão. Estas fases podem ocorrer sem uma ordem pré-estabelecida, ou seja, pode haver mania seguida de mania, depressão seguida de depressão, mania seguida de depressão, depressões e apenas uma fase de mania, etc. Não corresponde à mania dita popularmente (hábitos repetitivos numa pessoa). É perceptível que a pessoa encontra-se fora do seu normal habitual. Uma autoestima extremamente elevada, com grandiosidade, podendo atingir proporções delirantes: o indivíduo passa a acreditar que é uma pessoa importante do meio político, religioso ou é próximo a Deus (quando a crença se torna uma verdade absoluta, estamos diante de um delírio). Sente-se cheio de energia, porém, pode haver muita irritabilidade e labilidade (oscilação) do humor. Apresenta uma desinibição sexual intensa, podendo chegar à promiscuidade.

É subdividida em tipo I e tipo II. O Transtorno Bipolar do Tipo II apresenta depressões e hipomanias, que correspondem a um quadro de mania, porém mais leve.

A Fase Depressiva é um quadro de depressão em tudo semelhante à Depressão Maior. A Fase Maníaca caracteriza-se por uma grande elevação do humor, levando a exaltações, alegrias, irritação, explosividade, agressividade. Durante a fase, deve ocorrer três ou mais sintomas a seguir:

Autoestima inflada, grandiosidade
Falante, pressão para falar
Fuga de ideias, "pensamento está correndo muito"
Distraibilidade
Aumento de atividades direcionadas para um objetivo
Agitação psicomotora
Prazer em atividades perigosas (comprar em excesso, indiscrições sexuais, investimentos financeiros descabidos, etc.)
O sono quase desaparece ou desaparece totalmente, a pessoa está sempre com altíssima energia, uma hiperatividade que não permite que fique quieto por minutos.
Seu pensamento se torna extremamente rápido, com dificuldade de interrupção, chegando ao que se chama "fuga de ideias" (velocidade extrema do pensamento, onde ocorrem associações de ideias através de semelhanças e/ou por sons, porque uma ideia se interpõe a outra devido à pressão à qual estão submetidos os pensamentos).
O tom de voz é geralmente elevado e ficam falantes. Os indivíduos se sentem muito bem, infalíveis, não havendo limites para nada, tudo é permitido e realizável. Do mesmo modo que ficam irritados, esquecem facilmente.

Inicia-se geralmente na adolescência, porém não é via de regra. O início pode ser gradual ou abrupto.

O Transtorno Bipolar tem fatores desencadeantes psicológicos ou sociais estressantes, fatores genéticos ou biológicos como na Depressão Maior, porém, provavelmente sua causa é genética (hereditária). Os fatores genéticos (biológicos) podem determinar como a pessoa reage frente aos estímulos estressantes da vida.

TRATAMENTO

Muitas vezes, o indivíduo que só apresenta fases de depressão até então; recebe o diagnóstico de Transtorno Afetivo Unipolar. Só é feito o diagnóstico de Transtorno Bipolar quando ocorre pelo menos uma fase de mania.

Trata-se com medicamento, indicado por médico psiquiatra ou neurologista, ao menos até um equilíbrio entre consciente e inconsciente, e,

Psicoterapia: embora se diga que não tem cura", a psicologia analítica junguiana trabalha, através de suas técnicas, com efetividade no controle do humor. 

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

O Que é um Ataque de Pânico?

17:00


O ataque de pânico é um episódio de intenso medo ou receio de início súbito e de relativa curta duração, juntamente com uma assustadora onda de sensações físicas e pensamentos.

AS SENSAÇÕES FÍSICAS PODEM INCLUIR: 
Coração batendo rapidamente 
Tontura / desmaio 
Falta de ar 
Dores no peito 
Dormência / formigueiro 
Transpiração 
Agitação 
Náuseas 

SENSAÇÕES PSICOLÓGICAS DE QUE VOCÊ ESTÁ: 
Fora de controle físico e/ou emocional 
A morrer 
A ter um ataque cardíaco / curso 
A desmaiar 
Enlouquecendo 

Um ataque de pânico é uma intensa reação em cadeia, física e mental. Pode começar com uma simples sensação corporal ou um pensamento sobre algo ameaçador. Em poucos segundos, uma reação em cadeia é acionada, envolvendo pensamentos de medo, reações físicas, e sentimentos de terror e desespero. Na maioria dos casos, um ataque de pânico pode começar com uma variedade de sintomas e atinge um pico dentro de 10 a 15 minutos, sendo que depois vai gradualmente diminuindo. Os efeitos secundários, no entanto, podem durar um longo período de tempo. Às vezes, pode demorar um ou dois dias só para voltar ao seu estado físico e mental normal. Com o tempo, os ataques de pânico podem começar a alterar a sua maneira de pensar, agir e sentir a sua vida diária, mesmo quando você não está tendo um ataque de pânico real.

Enquanto as sensações de pânico são uma resposta natural ao perigo, os ataques de pânico, geralmente estão fora de proporção em relação a qualquer perigo real que a pessoa pode estar enfrentando no momento. Eles parecem ter vida própria.

O QUE CAUSA OS ATAQUES DE PÂNICO E TRANSTORNO DE PÂNICO?

Nem sempre se tem uma noção clara acerca daquilo que provoca um ataque de pânico pela primeira vez. A vulnerabilidade e/ou suscetibilidade a ter ataques de pânico pode ser comum em algumas famílias ou algumas pessoas podem ter uma forma de ser e de pensar que as torna mais propensas. O primeiro ataque de pânico geralmente verifica-se em momentos de stress ou em reação a uma experiência traumática. Após o primeiro ataque de pânico, as pessoas começam a prestar mais atenção aos seus sintomas físicos. Eles muitas vezes começam a ficar com medo das suas próprias reações físicas. Começam a ficar num estado de hipervigilância sobre os seus sintomas físicos ou algo que possam considerar como ameaça. Quando isto acontece, qualquer situação/alteração que produza uma reação física semelhante, tais como o exercício físico, emoções fortes ou mesmo uma mudança na temperatura, podem desencadear um ataque de pânico. A pessoa passa a fazer um conjunto de associações (de medo) erradas que provocam uma reação em cadeia, fazendo disparar o sistema nervoso autônomo que deixa a pessoa num estado elevado de excitação. Este estado de excitação é interpretado como perigoso, levando ao completo descontrole.

É UM ATAQUE CARDÍACO OU UM ATAQUE DE PÂNICO?

A maioria dos sintomas de um ataque de pânico são físicos, e muitas vezes esses sintomas são tão graves que as pessoas pensam que estão tendo um ataque cardíaco. De fato, muitas pessoas que sofrem de ataques de pânico vão ao médico ou ao pronto-socorro (urgências) porque acreditam que a sua vida está em risco. Embora seja importante para descartar possíveis causas de sintomas médicos, como dor no peito, palpitações do coração, ou dificuldade para respirar, é na grande maioria da vezes o pânico que é ignorado como uma causa potencial do mal-estar sentido, e não o contrário. Se este tipo de episódio ou situação já lhe aconteceu, certamente desmistificou a possibilidade de sofrer de alguma condição médica prejudicial à sua saúde.

O QUE FAZER PERANTE UM ATAQUE DE PÂNICO?

Seria sensato fazer um exame físico completo. O primeiro passo a ser dado, é marcar uma consulta com o seu médico para descartar qualquer problema de saúde física. Muitos sintomas do pânico podem ser assustadores e podem ser similares a algumas condições médicas. Se junto do seu médico confirmar que não há nenhum problema físico, você precisa lembrar-se disso quando voltar a sofrer de um ataque de pânico. A confirmação de que não existe nada de errado consigo é uma premissa para reestruturar a crença de que tudo não passa de medos “irracionais” e consequentemente nada de mal lhe irá acontecer.

O QUE FAZER DURANTE UM ATAQUE DE PÂNICO?

Tente não lutar contra o que você está sentindo. É importante relembrar-se que está sentindo uma intensa ansiedade e o mais certo é ser desproporcional a qualquer perigo real que possa julgar estar presente nesse momento. Muitas vezes, lutar contra os sentimentos, evitando-os ou tentar distrair-se pode realmente aumentar o seu medo de pânico e aumentar ainda mais o desconforto sentido. É importante relembrar-se que o pânico nunca é permanente, a maioria dos ataques de pânico nunca duram mais do que alguns minutos (em média, 4 a 6 minutos). Depois de atingir um pico de desconforto a tendência é que a intensidade dos seus sintomas diminua.

Relaxe. O relaxamento é a chave para superar os ataques de pânico. As técnicas de relaxamento, controle da respiração e meditação podem ser praticados para ajudar a relaxar. Um exemplo de controle da respiração é a respiração lenta e profunda.

Exemplo: respire calmamente e em silêncio, conte para si mesmo à medida que vai inspirando: 1 … 2 … 3 … 4 … 5…, sustenha a respiração por um breve momento e expire continuando a contar para si: 1 … 2 … 3 … 4 … 5 …, repita o processo durante cerca de cinco minutos para que o equilíbrio de oxigênio e dióxido de carbono possa voltar ao normal. Este é um processo muito eficaz quando utilizado aos primeiros sinais de um ataque de pânico.

Desafie o seu medo. Tente ser consciente acerca do que você está pensando e veja se consegue desafiar esses medos.

Apresento algumas perguntas que você pode fazer a si mesmo: 
“De acordo com o que agora sei sobre os ataques de pânico, e levando em consideração o recente check-up médico que descartou a possibilidade de qualquer explicação física para os episódios, estarei realmente tendo um ataque cardíaco, derrame ou a enlouquecer? O que eu temo está realmente a acontecer, ou o mais provável é que estes sintomas façam parte da minha resposta de ansiedade? “ 
“O que é que eu aprendi da minha experiência com ataques de pânico? Já tive esses sentimentos antes e eles nunca me provocaram dano nenhum (morte), ou não passam de um ataque de pânico, tendo a causa no meu medo infundada". 
“Se alguém que eu conheço estivesse sentindo estes sintomas, o que eu lhe diria para tranquilizá-lo que o que ele está sentindo são apenas sintomas de ansiedade?” 

Dê um tempo a si mesmo. Tente não se apressar durante um ataque de pânico. Não tente distrair-se ou fingir que não está sentindo a ansiedade. Não deve fazer isso, porque muitas vezes é esse fato que aumenta a ansiedade. Reconheça os seus sintomas como “apenas os sintomas”, lembre-se que você pode separar aquilo que sente, daquilo que pensa ou do medo que está a viver. Algumas pessoas acham útil pensar no pânico como se fosse idêntico a “surfar uma onda ” em que a onda vai crescendo, atingindo um pico, para em seguida diminuir suavemente na praia. Quando se sentir restabelecido, volte ao que estava fazendo.

Desenvolva e aplique o poder do pensamento positivo. Outra forma que contribui para a redução dos ataques de pânico é perceber a maneira que você fala para si mesmo, especialmente durante os períodos de maior stress e pressão. Os ataques de pânico geralmente começam a formar-se quando você diz a si mesmo coisas assustadoras, como “Eu sinto-me tonto… Eu estou prestes a desmaiar!” ou “Eu estou preso neste engarrafamento e algo terrível vai acontecer!” ou “Se eu sair, eu vou perder o controle e fazer feio.” Estes pensamentos são chamados de “previsões negativas” e têm uma forte influência sobre a maneira como sente o seu corpo. Se você estiver mentalmente prevendo uma catástrofe, o seu corpo irá disparar uma resposta de alarme, uma resposta de “lutar ou fugir”.

Adote uma atitude positiva, tente concentrar-se em pensamentos positivos, calmantes e capacitadores, como “Eu estou aprendendo a lidar com as sensações ansiosas de pânico e sei que algumas pessoas conseguem superar o pânico “ou “Isto vai passar rapidamente, e eu posso ajudar-me, concentrando-se na minha respiração e imaginar um lugar relaxante ” ou ” Estes sentimentos são desconfortáveis, mas eles não vão durar para sempre. “

SERÁ MUITO ÚTIL LEMBRAR-SE DE ALGUNS DOS SEGUINTES FATOS SOBRE OS ATAQUES DE PÂNICO: 

Um ataque de pânico não pode causar insuficiência cardíaca ou um ataque cardíaco. 
Um ataque de pânico não pode fazer você parar de respirar. 
Um ataque de pânico não pode fazer você desmaiar. 
Um ataque de pânico não o leva a “enlouquecer”. 
Um ataque de pânico não pode fazer você perder o controle de si mesmo (poder pode, mas apenas se você permitir). 

PORQUE RAZÃO CONTINUA A TER ATAQUES DE PÂNICO?

Depois do transtorno do pânico se desenvolver, geralmente torna-se num ciclo diário de medo. O ciclo começa com a ansiedade antecipada sobre onde, quando e como é que o próximo ataque de pânico pode ocorrer. As pessoas com transtorno de pânico muitas vezes tornam-se conscientes e preocupadas com as mudanças físicas que podem acontecer no seu corpo. Esse crescendo de medo e ansiedade, muitas vezes leva ao aumento do medo da situação temida, aumentando igualmente a probabilidade de realmente ter um ataque de pânico e, para algumas pessoas, esta é a razão para evitar a situação por completo. As pessoas que têm transtorno de pânico com agorafobia, podem gastar muito do seu tempo evitando atividades e lugares que julgam poder vir a desencadear um novo ataque de pânico.

É IMPORTANTE NÃO DEIXAR QUE UNS POUCOS ATAQUES DE PÂNICO SE TORNEM UM PROBLEMA MAIOR A LONGO PRAZO. ALGUNS PONTOS-CHAVE QUE DEVE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO, SÃO:

Não evitar situações ou atividades habituais. Tente não evitar as situações ou atividades que estão relacionadas com o pânico. Por exemplo, não tente evitar o exercício, os transportes públicos, ou dirigir. Se você está começando a temer ou a evitar certas situações, precisa pouco a pouco voltar a fazer essas coisas. Esta é a melhor maneira de aprender que o pânico não precisa impedi-lo de realizar as suas atividades habituais e que você pode passar por isso sem prejuízos maiores.

Evite automedicar-se. Evite a ingestão de álcool, isso não irá ajudar a diminuir as sensações de pânico e, a longo prazo irá torná-los pior. Os tranquilizantes, por vezes, têm um efeito muito curto, não sendo úteis a longo prazo, sendo que podem surtir num problema dado que é fácil tornar-se dependente. É importante que saiba que alguns medicamentos para a ansiedade podem ser viciantes. Deverá sempre obter aconselhamento médico acerca de qualquer medicação.

Evite o desenvolvimento de hábitos prejudiciais. Algumas pessoas com ataques de pânico começam a usar muitos comportamentos supersticiosos para se protegerem. Por exemplo, podem levar garrafas de água ou um determinado livro em caso de pânico, ou que só podem seguir determinadas rotas, pois transmite uma sensação de segurança. Se você executa algum deste tipo de hábitos insidiosos na sua vida, tente revertê-los. Embora possam parecer inofensivos, eles podem impedir a aprendizagem de que os ataques de pânico não são perigosos e que você pode conseguir lidar sozinho com a situação.

O QUE DEVO SABER MAIS, ACERCA DO TRANSTORNO DE PÂNICO?

Como em qualquer outro transtorno, as pessoas com transtorno de pânico podem ter várias complicações. Algumas pessoas pensam que são fracas ou que têm algum defeito, por terem ataques de pânico. A tensão e esforço que o transtorno de pânico coloca nas famílias, pode contribuir para o surgimento de problemas conjugais e familiares. Além disso, cerca de um terço das pessoas com transtorno do pânico também têm depressão ou problemas com drogas ou álcool. Se você tem transtorno de pânico ou agorafobia, e de acordo com o que anteriormente referi, um exame físico completo é o primeiro passo no seu processo de recuperação. Posteriormente procure aderir a um programa de recuperação e tratamento do transtorno de pânico.

OBTER AJUDA

Conversar com uma pessoa próxima (cônjuge, parente, amigo) pode ser muito útil, especialmente quando você  está  se sentindo muito angustiado. É importante não se tornar excessivamente dependente do apoio dos outros e deve decidir-se a lidar com seus ataques de pânico e começar a enfrentar situações por si mesmo.

A boa notícia é que os tratamentos para o transtorno de pânico e agorafobia são eficazes. Existem dois tipos principais de tratamento que funcionam muito bem. São eles:

Terapia. A Terapia é aplicada por um psicólogo que lhe ensina as habilidades práticas para ajudar a superar os seus ataques de pânico, enquanto vai trazendo à consciência a motivação desencadeante, fazendo assim com que a libido, antes no inconsciente, seja assimilada pelo ego.  

Medicamentos. Existem alguns medicamentos específicos que mostraram ser eficazes na redução dos ataques de pânico. Estes geralmente precisam ser tomados durante um período significativo de tempo e devem ser prescritos pelo psiquiatra. É importante levar em consideração que a medicação pode ter um efeito negativo com o decorrer do tempo, dado que a pessoa pode associar a sua segurança ao medicamento, tornando-se dependente do mesmo.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

Alimentos e Emoções

18:28

Alimentos & Emoções
Banana- contra a ansiedade
Se você anda mais ansiosa que o normal, aposte na banana para elevar os níveis de serotonina. Quando os níveis desse neurotransmissor estão baixos, falha a comunicação entre as células cerebrais. Aí você fica irritada e especialmente ansiosa. A fruta combina doses importantes de triptofano e vitamina B6. Juntas, as duas substâncias se tornam poderosíssimas na produção da serotonina.
Quanto consumir: 2 unidades por dia.
Mel- pura alegria
Triste sem motivo? De novo a causa pode ser a serotonina de menos. Nesse caso, o mel funciona como um calmante natural, pois aumenta a eficiência da serotonina no cérebro. Mas não é só aí que ele atua. Quando alcança o intestino, ajuda a regenerar a microflora intestinal. Resultado: o ambiente se torna mais propício para a produção de serotonina. Surpresa? Pois é, cerca de 90% do neurotransmissor do bom humor é produzido no intestino.
Quanto consumir: 1colher (sopa) / dia.
Abacate- amigo do sono
Dormir é tão importante para viver bem quanto comer direito e fazer exercícios. Tem noite que o sono não vem? Põe fé no abacate. Tudo bem, ele tem gordura, mas é boa. E oferece vitaminas que ajudam você a se entender melhor com o travesseiro. A vitamina B3 equilibra os hormônios que regulam as substâncias químicas cerebrais responsáveis pelo sono. Já o ácido fólico funciona como se fosse uma enzima, alimentando os neurotransmissores que fazem você dormir bem.
Quanto consumir: ½ abacate pequeno, 3x /semana.
Salmão- levanta o astral
Mau humor constante pode ser sinal de falta de ômega 3 no prato. O representante oficial dessa gordura amiga é o salmão. Mas existem outros peixes (atum, arenque e sardinha) que jogam seu astral lá para cima. O ômega 3 melhora o ânimo porque aumenta os níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina - substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar. Estudos também comprovam que este ácido graxo tira os radicais livres de cena e assim protege o sistema nervoso central.
Quanto consumir: 1 porção, 3x / semana.
Lentilha- afasta o medo
Angústia e medo podem estar relacionados ao desequilíbrio de cálcio e magnésio. Essa dupla atua no balanceamento das sensações. Além de incluir alimentos com cálcio (queijo e iogurte) e magnésio (acelga) na dieta, consuma mais lentilha. Ela tem efeito ansiolítico, ou seja, tranqüiliza e conforta. Isso porque é precursora da gaba, neurotransmissor que também interfere nos sentimentos.
Quanto consumir: 3 conchas pequenas / semana.
Nozes- mantém você concentrada
São muitos os nutrientes das nozes. Mas é a vitamina B1 a responsável por essa fruta oleaginosa melhorar a concentração, pois a B1 imita a acetilcolina, neurotransmissor envolvido em funções cerebrais relacionadas à memória.
Quanto consumir: 2 nozes, 4x / semana.
Chá verde- espanta o estresse
Essa erva, a Camellia sinensis, tem fitoquímicos (polifenóis e catequinas) capazes de neutralizar as substâncias oxidantes presentes no organismo que, em excesso, deixam você cansada e estressada e acabam desorganizando o funcionamento do organismo. O estresse é capaz de desencadear a síndrome metabólica, culpada por doenças como a obesidade e a depressão. Beber chá verde, conforme alguns estudos, melhora a digestão e deixa a mente lenta.
Quanto consumir: 4 a 6 xícaras (chá) / dia.
Brócolis- deixa a mente esperta
É comum você demorar alguns segundos para lembrar o número do seu telefone? Este alimento é rico em ácido fólico, acelera o processamento de informação nas células do cérebro, conseqüentemente, melhorando a memória. Porções extras desta verdura vão fazer você lembrar de tudo rapidinho.
Quanto consumir: 1 pires / dia.
Óleo de linhaça- dribla o apetite voraz
O óleo extraído da semente de linhaça e prensado a frio é uma fonte vegetal riquíssima em gordura ômega 3, 6 e 9. Melhor: é um dos poucos alimentos com ômega numa proporção próxima do ideal, o que é imprescindível para que exerça suas funções benéficas. Uma delas é regular os hormônios que ajudam a manter o sistema nervoso saudável. Com isso, a ansiedade perde espaço e a cumpulsão à comida fica bem menor.
Quanto consumir: 1colher (sobremesa) / dia, antes das refeições principais.
Gérmen de trigo- acaba com a irritação
Assim como as nozes, o gérmen de trigo tem vitamina B1 e inositol, que reforçam a concentração. Mas por ter uma boa dose de vitamina B5, o gérmen é especialmente indicado como calmante, já que melhora a qualidade de impulsos nervosos, evitando nervosismo e irritabilidade.
Quanto consumir: 2 colheres (chá) / dia.
Tofu- espanta o desânimo
O queijo de soja tem o dobro de proteínas do feijão e uma boa dose de cálcio. Também é rico em magnésio (evita o enfraquecimento das enzimas que participam de produção de energia) e ferro (combate a anemia). Quando estes minerais estão em baixa no organismo, você se sente fraca e sem ânimo. Mas é a colina, substância que protege a membrana das células cerebrais, que dá ao tofu o poder de acabar com o cansaço mental.
Quanto consumir: 1 fatia média / dia.
Dr. Luiz Carvalho - Nutrólogo e Nutricionista
Gabriela Zanatta Port - Nutricionista

Equilíbrio Emocional

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) - Alimentação - Parte final.

09:50


OBSERVE A NUTRIÇÃO DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL

A intervenção nutritiva pode ser especialmente útil nessa parte do cérebro. Durante anos recomendei uma dieta alta em proteínas e baixa em carboidratos, relativamente de pouca gordura para meus pacientes com DDA. Essa dieta tem um efeito estabilizador nos níveis de açúcar no sangue e ajuda tanto no nível de energia quanto na concentração. Infelizmente, a grande dieta norte-americana é cheia de carboidratos refinados, que tem um efeito negativo nos níveis de dopamina no cérebro e na concentração. Com ambos os pais trabalhando fora de casa, há menos tempo para preparar refeições saudáveis e refeições fast-food tornaram-se mais comuns. O café da manhã de hoje consiste tipicamente de alimentos que têm muitos carboidratos. Tortas, bolinhos, doces e cereais. A salsicha e os ovos foram deixados de lado em muitas casas, devido à falta de tempo e à idéia de que a gordura faz mal. Ainda que seja importante ser cuidadoso na ingestão de gordura, o café da manhã antigo não é uma idéia tão má para as pessoas que têm DDA ou outros estados onde a dopamina seja insuficiente.

As melhores fontes de proteína que eu recomendo são as carnes magras, ovos, queijos magros, nozes e legumes, que ficam mais equilibradas com uma porção saudável de vegetais. Um café da manhã ideal consiste de uma omelete com queijo magro e carne magra, como a de frango. Um almoço ideal consiste de atum, frango ou salada de peixe fresco, com legumes mistos. Um jantar ideal contém mais carboidratos, para equilibrar a refeição com carne magra e legumes. Eliminar açucares simples (como nos bolos, doces, sorvetes e guloseimas) e carboidratos simples, que são prontamente quebrados em açúcar (como pão, massa, arroz e batatas), terá um impacto positivo no nível de energia e aquisição de conhecimento. Essa dieta ajuda a elevar os níveis de dopamina no cérebro. É importante observar, no entanto, que essa dieta não é ideal para pessoas com problemas no cíngulo ou de concentração excessiva, que geralmente se originam de uma relativa deficiência de serotonina. Os níveis de serotonina aumenta, a dopamina tende a decrescer e vice-versa.

Suplementos nutritivos podem também surtir efeito positivo nos níveis de dopamina do cérebro e melhoram o foco e a energia. Eu freqüentemente faço meus pacientes tomar uma combinação de tirosina (500 a 1.500 miligramas duas ou três vezes ao dia); sementes de uva OPC (oligomeric procyanidius) ou casca de pinho, encontradas em lojas de produtos naturais (meio miligrama por quilo do peso do corpo); e gingko biloba (60 a120 miligramas duas vezes ao dia). Esses suplementos ajudam a aumentar o fluxo de dopamina e o fluxo sangüíneo no cérebro e muitos dos meus pacientes relatam que eles ajudam na energia, na concentração e no controle de impulso. Se quiser tentar esses suplementos, fale com seu médico.

TENTE O FOCO MOZART

Um estudo controlado descobriu que ouvir Mozart ajudava crianças com DDA. Rosalie Rebollo Pratt e colegas estudaram 19 crianças com DDA, entre os sete e dezessete anos. Eles tocavam discos de Mozart para as crianças, três vezes por semana, durante sessões de biofeedback de ondas cerebrais. Eles colocavam o 100 Masterpieces , volume 3, que incluía o Concerto para Piano n.º 21 em dó, O Casamento de Fígaro , o Concerto para Flauta n.º 2 em lá, Don Giovanni e outros concertos e sonatas. O grupo que ouvia Mozart reduzia sua atividade de ondas cerebrais teta (ondas lentas que são freqüentemente excessivas no DDA) ao ritmo exato do compasso subjacente da música; e exibia melhora de concentração e controle de humor, diminuindo a impulsividade e aumentando a habilidade social. Entre os sujeitos que melhoraram, 70 por cento mantiveram essa melhora seis meses depois do fim do estudo e sem treinamento posterior. (Estas descobertas foram publicadas no International Journal of Arts Medicine, 1995.)

Do livro: Transforme seu cérebro, transforme sua vida.
Daniel G. Amen, M.D. - Editora Mercuryo

Equilíbrio Emocional

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) - Faça o teste - Parte 4

08:52


Desorganização

Desorganização é outro marco importante do DDA. A desorganização inclui tanto o espaço físico, como salas, escrivaninhas, malas, gabinetes de arquivo e armários, quanto o tempo. Frequentemente quando se olha para as áreas de trabalho de pessoas com DDA, é admirar que possam trabalhar ali. Elas tendem a ter muitas pilhas de "coisas"; a papelada é algo que freqüentemente elas têm muita dificuldade de organizar; e parece que têm um sistema de arquivo que só elas podem entender (e mesmo assim só nos dias bons). Muitas pessoas com DDA têm atrasos crônicos ou adiam as coisas até o último momento. Eu tive vários pacientes que compraram sirenes de companhias de segurança para ajudá-los a acordar. Imagine o que deviam pensar os vizinhos! Essas pessoas também tendem a perder a noção do tempo, o que contribui para que se atrasem.

Começam muitos projetos, mas terminam poucos

A energia e o entusiasmo de pessoas com DDA muitas vezes as leva a começar muitos projetos. Infelizmente, pelo fato de serem distraídas e dado o seu pequeno âmbito de atenção, prejudicam sua capacidade de completá-los. Um gerente de uma estação de rádio me disse que ele começara cerca de 30 projetos especiais no ano anterior, mas havia completado uns poucos apenas. Ele me disse: "Estou sempre voltando para eles, mas tenho novas idéias que acabam atrapalhando". Também tratei de um professor que me disse que, no ano anterior ao que veio me consultar, ele começara 300 projetos diferentes. Sua esposa terminou seu pensamento dizendo que ele completara somente três.

Mau humor e pensamento negativo

Muitas pessoas com DDA tendem a ser mal-humoradas, irritadiças e negativas. Como o córtex pré-frontal está pouco ativo, ele não pode moderar totalmente o sistema límbico, que fica hiperativo, levando a problemas no controle do humor. De outro modo sutil, como já mencionado, muitas pessoas com DDA preocupam-se com ou ficam superconcentradas em pensamentos negativos, como uma forma de auto-estimulação. Se não conseguem arrumar confusão com os outros no meio ambiente, buscam isso dentro de si mesmas. Elas freqüentemente têm uma atitude do tipo "o mundo está acabando", o que as distancia dos outros.

Antes o DDA era considerado um distúrbio de garotos hiperativos que o superariam antes da puberdade. Sabemos agora que a maioria das pessoas que têm DDA não supera os sintomas do distúrbio e que este, freqüentemente, ocorre em meninas e mulheres. Calcula-se que o DDA afete 17 milhões somente nos Estados Unidos.

LISTA DE CHECAGEM DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL

Aqui está uma lista de checagem do córtex pré-frontal. Por favor, leia essa lista de comportamentos e avalie-se (ou à pessoas que você estiver avaliando) em cada comportamento catalogado. Use a escala e coloque o número apropriado ao lado do item. Cinco ou mais sintomas com a nota 3 ou 4 indicam grande probabilidade de problemas no córtex pré-frontal.

0 = nunca

1 = raramente

2 = ocasionalmente

3 = freqüentemente

4 = muito freqüentemente

___1. Incapacidade de prestar atenção a detalhes ou evitar erros por falta de cuidado

___2. Problema em manter a atenção em situações de rotina (dever de casa, tarefas, papelada, etc.)

___3. Dificuldade em ouvir

___4. Incapacidade de terminar coisas, seguimento insuficiente

___5. Falha na organização de tempo e espaço

___6. Distração

___7. Pouca habilidade de planejamento

___8. Falta de objetivos definidos ou de pensar no futuro

___9. Dificuldade em expressar os sentimentos

___10. Dificuldade em expressar solidariedade pelos outros

___11. Excessivo sonhar acordado

___12. Tédio

___13. Apatia ou falta de motivação

___14. Letargia

___15. Sentimento de vazio de estar "em uma neblina"

___16. Desassossego ou dificuldade de ficar parado

___17. Dificuldade de permanecer sentado em situações em que se espera que a pessoa fique sentada

___18. Busca de conflito

___19. Falar demais ou de menos

___20. Dar rápido a resposta, antes de as perguntas terem sido completadas

___21. Dificuldade em esperar sua vez

___22. Interrupção dos outros ou intromissão (por exemplo: meter-se em conversas ou jogos)

___23. Impulsividade (dizer ou fazer coisas sem pensar antes)

___24. Dificuldade de aprender pela experiência, tendência para cometer erros repetitivos

NÃO SEJA O ESTIMULANTE DE OUTRA PESSOA

Como eu já mencionei, muitas pessoas com problemas no córtex pré-frontal tendem a procurar conflito para estimular seu cérebro. É de máxima importância que você não alimente a tormenta, mas, pelo contrário, deixe-a passar fome. Quanto mais alguém com esse padrão inadvertidamente tenta deixá-lo aborrecido ou bravo, mais você precisa ficar quieto, calmo e firme. Eu ensino os pais de filhos com DDA a deixar de gritar. Quanto mais eles gritam e aumentam a intensidade emocional na família, mais as crianças vão procurar confusão. Eu também ensino irmãos e cônjuges a manter a voz baixa e uma conduta calma. Quanto mais a pessoa com DDA tentar tumultuar a situação, menos intensa deve ser a reação do outro.

É fascinante mostrar como essas receitas funcionam. Em geral, as pessoas que buscam conflitos estão acostumadas a conseguir que você se aborreça. Elas conhecem perfeitamente todos os seus pontos emocionais frágeis, e os cutucam com regularidade. Quando você começa a negar-lhes o drama e a adrenalina (reagindo menos e de modo mais calmo em situações de estresse), essas pessoas inicialmente reagem muito negativamente, quase como se estivessem com uma crise de abstinência de droga. Na verdade, quando você fica mais calmo pela primeira vez, elas podem até tentar piorar as coisas, a curto prazo. Mantenha-se firme e elas vão melhorar a longo prazo.
Não grite.
Quanto mais a voz dela aumenta, mais sua voz deve diminuir.
Se você sente a situação começar a sair do controle, dê um tempo. Dizer que você precisa ir ao banheiro pode ser uma boa receita. Provavelmente a pessoa não vai tentar impedi-lo. Pode ser uma boa ideia ter um livro grosso em mãos, caso a pessoa esteja realmente transtornada e você precise se afastar por um longo período.
Use de humor (mas não humor sarcástico ou bravo) para apaziguar a situação.
Seja um bom ouvinte.
Diga que você quer entender e trabalhar a situação, mas só pode fazer isso quando as coisas estiverem tranqüilas.

NUTRIÇÃO DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL... Continua...

Equilíbrio Emocional

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) - Impulsividade - Parte 3

12:52


Impulsividade

A falta de controle do impulso faz com que muitas pessoas que têm DDA se metam em enrascadas. Elas podem dizer coisas inadequadas para os pais, amigos, professores, outros empregados, ou clientes. Uma vez eu tive um paciente que foi despedido de 13 empregos, porque tinha dificuldade em controlar o que dizia. Ainda que realmente quisesse manter vários dos empregos, de repente punha para fora o que estava pensando, antes de ter a oportunidade de processar o pensamento. Decisões mal pensadas são ligados à impulsividade. Em vez de pensar bem no problema, muitas pessoas que sofrem de DDA querem uma solução imediata e acabam agindo sem pensar. De modo similar, a impulsividade faz com que essas pessoas tenham dificuldade de passar pelos canais estabelecidos do trabalho. Elas freqüentemente vão direto ao topo para resolver os problemas, em vez de seguir o sistema. Isso pode causar ressentimento dos colegas e supervisores imediatos. A impulsividade pode também levar a condutas problemáticas como mentir (diz a primeira coisa que vem a cabeça), roubar, ter casos e gastar em excesso. Eu tratei de muitas pessoas com DDA que sofriam da vergonha e da culpa oriundas desses comportamentos.

Nas minhas palestras costumo freqüentemente perguntar ao público: "Quantas pessoas aqui são casadas?". Uma grande porcentagem da platéia levanta as mãos. Depois eu pergunto: "É útil dizer tudo o que pensa em seu casamento?". O público ri, porque todos sabem a resposta. "Claro que não", eu continuo. "Os relacionamentos requerem tato." Mesmo assim, devido à impulsividade e à falta de pensar antes de agir, muitas pessoas que têm DDA dizem a primeira coisa que vem à mente. E, em vez de pedir desculpas por terem dito uma coisa que magoou, muitas tentam justificar por que fizeram a observação que magoou, só piorando as coisas. Um comentário impulsivo pode estragar uma noite agradável, um fim de semana, ou mesmo um casamento inteiro."

A busca do conflito

Muitas pessoas que sofrem de DDA inconscientemente buscam o conflito como uma maneira de estimular seu próprio córtex pré-frontal. Eles não sabem que fazem isso. Não planejaram fazer isso. Negam que fazem isso. E ainda assim o fazem. A relativa falta de atividade e estímulo do córtex pré-frontal anseia por mais atividade. Entrar em hiperatividade, desassossego, e ficar cantarolando são formas de auto-estimulação. Outro modo de as pessoas com DDA "tentarem ligar seus cérebros" é provocando confusão. Se elas conseguem que seus pais ou cônjuges tornem-se agitados ou gritem com elas, isso pode aumentar a atividade de seus lobos frontais e ajudá-las a sentirem-se mais sintonizadas. Novamente este não é um fenômeno consciente. Mas parece que muitas pessoas que têm DDA ficam viciadas em confusão.

Uma vez tratei de um homem que ficava quieto atrás de um canto de sua casa e pulava de repente para assustar sua esposa na hora em que ela fosse entrar. Ele gostava da mudança que obtinha com os gritos dela. Infelizmente para sua esposa, ela ficou com arritmia, devido aos sustos repetidos. Tratei de muitos adultos e crianças com DDA que pareciam sentir-se motivados fazendo seus animais de estimação ficar bravos, fazendo brincadeiras irritantes ou provocando-os.

Os pais de crianças com DDA comumente relatam que seus filhos são peritos em deixá-los bravos. Uma mãe me contou que, quando ela acorda de manhã, ela promete que não vai gritar nem ficar brava com seu filho de oito anos. Ainda assim, invariavelmente, na hora que ele vai para escola, já ouve pelo menos três brigas e os dois se sentem péssimos. Quando expliquei à mãe sobre a necessidade inconsciente que a criança tem de estimulação, ela parou de gritar com ele. Quando os pais param de oferecer estimulação negativa (gritos, surras, sermões, etc), diminui o comportamento negativo dessas crianças. Sempre que você se sentir como esses pais, pare e fale o mais suavemente que possa. Desse modo, você está ajudando seu filho a largar o vício de arranjar confusão e ao mesmo tempo colaborando para baixar sua própria pressão sangüínea.

Outra conduta de auto-estimulação comum em pessoas que têm DDA é se preocupar com ou se concentrar em problemas. O tumulto emocional gerado pela preocupação ou por estar aborrecido produz agentes químicos de estresse, que mantêm o cérebro ativo. Uma vez tratei de uma mulher que tinha depressão e DDA. Ela começava cada sessão me dizendo que iria se matar. Ela percebia que isso me deixava ansioso e parecia gostar de me dar os detalhes mórbidos de como o faria. Depois de conhecê-la bem, eu lhe disse: "Pare de falar em suicídio. Eu não acredito que você vá se matar. Você ama seus quatro filhos e não posso acreditar que os abandonaria. Acho que você usa essa conversa como uma maneira de criar agitação. Sem que você saiba, seu DDA faz com que você brinque de ‘Vamos criar um problema’. Isso estraga qualquer alegria que você possa Ter em sua vida". No começo, ela ficou muito zangada comigo (outra fonte de conflito, eu disse a ela), mas confiava em mim o suficiente para, no mínimo, observar seu próprio comportamento. Diminuir sua necessidade de criar caso tornou-se o foco maior da psicoterapia.

Um problema significativo do uso da raiva, tumulto emocional e emoção negativa para auto-estimulação é isso, que é danoso ao sistema imunológico. Os altos níveis de adrenalina produzidos pelo comportamento direcionado ao conflito diminuem a eficácia do sistema imunológico e aumentam a vulnerabilidade à doença. Eu vi provas dessa deficiência muitas e muitas vezes, na conexão entre o DDA e infeções crônicas e na maior incidência de fibromialgia, dor muscular crônica que se considera associada à imunodeficiência.

Muitas pessoas que têm DDA tendem a se meter em brigas constantes com uma ou mais pessoas, em casa, no trabalho ou na escola. Elas parecem escolher inconscientemente pessoas que são vulneráveis e travam batalhas verbais com elas. Muitas mães de filhos com DDA me disseram que tinham vontade de fugir de casa. Elas não agüentavam o tumulto constante de suas relações com as crianças com DDA. Muitas crianças e adultos com DDA têm tendência de deixar os outros sem graça por pouca ou nenhuma razão, o que conseqüentemente faz com que suas "vítimas" se distanciem deles e isso pode resultar em isolamento social. Elas podem ser os palhaços da classe na escola, ou os espertinhos no trabalho. Witzelsucht é o termo que a literatura da neuropsiquiatria usa para caracterizar "o vício em fazer brincadeiras de mau gosto". Esse vício foi descrito inicialmente em pacientes que tinham tumores no lobo frontal, especialmente do lado direito.

Desorganização...Continua
Daniel G. Amen, M.D.

Equilíbrio Emocional

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) - Foco - Parte 2

12:34


Pequeno âmbito de atenção

Um âmbito de atenção pequeno é a identificação desse distúrbio. Pessoas que sofrem de DDA têm dificuldade de manter a atenção e o esforço durante períodos de tempo prolongados. Sua atenção tende a vagar e freqüentemente se desligam da tarefa, pensando ou fazendo coisas diferentes da tarefa a ser realizada. Ainda assim, uma das coisas que muitas vezes enganam clínicos inexperientes ao tratar desse distúrbio é que as pessoas com DDA não têm um âmbito pequeno de atenção para tudo. Freqüentemente, pessoas que sofrem de DDA conseguem prestar muita atenção em coisas que são bonitas, novas, novidades, coisas altamente estimulantes, interessantes ou assustadoras. Essas coisas oferecem uma estimulação intrínseca suficiente a ponto de ativarem o córtex pré-frontal, de modo que a pessoa consiga focalizar e se concentrar. Uma criança com DDA pode se sair muito bem em uma situação interpessoal e desmoronar completamente em uma sala de aula com 30 crianças. Meu filho que tem DDA, por exemplo, costumava levar quatro horas para fazer um dever de casa que levaria meia hora, muitas vezes se desligando da tarefa. Mas se você lhe der uma revista sobre estéreo de carros, ele a lê rapidamente de cabo a rabo e se lembra de cada detalhe. Pessoas com DDA têm dificuldade em prestar atenção por muito tempo em assuntos longos, comuns, rotineiros e cotidianos, como lição de casa, trabalho de casa, tarefas simples ou papelada. O terreno é terrível e uma opção nada desejável para elas. Elas precisam de excitação e interesse para acionar suas funções do córtex pré-frontal.

Muitos casais adultos me dizem que, no começo de seu relacionamento, o parceiro com DDA adulto conseguia prestar atenção à outra pessoa durante horas. O estímulo de um novo amor ajudava-o a se concentrar. Mas quando a "novidade" e a excitação do relacionamento começavam a diminuir (como acontece com quase todos os relacionamentos), a pessoa com DDA tinha muito mais dificuldade em prestar atenção e sua capacidade de escutar falhava.

Distração

Como já mencionei acima, o córtex pré-frontal manda sinais inibitórios para outras áreas do cérebro, sossegando os dados advindos do meio, de modo que você possa se concentrar. Quando o córtex pré-frontal está com hipoatividade, ele não desencoraja adequadamente as partes sensoriais do cérebro e, como resultado, estímulos em demasia bombardeiam o cérebro. A distração fica evidente em muitos locais diferentes para uma pessoa com DDA. Na classe, durante reuniões, ou enquanto ouve um parceiro, a pessoa com DDA tende a perceber outras coisas que estão acontecendo e tem dificuldade em se concentrar na questão que está sendo tratada. As pessoas que têm DDA tendem a olhar pelo quarto, desligar-se, parecer aborrecidas, esquecer-se de para onde vai a conversa e interrompê-la com uma informação totalmente fora do assunto. A distração e o pequeno âmbito de atenção podem também fazer com que elas levem muito mais tempo para completar seu trabalho.

Impulsividade...Continua...

Equilíbrio Emocional

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA)

10:21


O DDA ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm DDA tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem de DDA mostram muitos dos sintomas já citados, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com DDA sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento. 

O DDA tem sido de particular interesse para mim nos últimos 15 anos. A propósito, dois dos meus três filhos têm essa síndrome. Eu digo às pessoas que entendo mais de DDA do que gostaria. Através de uma pesquisa feita com SPECT na minha clínica, com imagens cerebrais e trabalho genético feito por outras, descobrimos que o DDA é basicamente uma disfunção geneticamente herdada do córtex pré-frontal, devido, em parte, a uma deficiência do neurotransmissor dopamina. 

Aqui estão algumas das características comuns do DDA, que claramente ligam essa doença ao córtex pré-frontal. 

Quanto mais você tenta, pior fica 

A pesquisa mostrou que quanto mais as pessoas que têm DDA tentam se concentrar, pior para elas. A atividade no córtex pré-frontal, na verdade, desliga, ao invés de ligar. Quando um pai, professor, supervisor ou gerente põe mais pressão na pessoa que tem DDA, para que ela melhore seu desempenho, ela se torna menos eficiente. Muitas vezes, quando isso acontece, o pai, o professor ou chefe interpretam o ocorrido como um decréscimo de performance, ou má conduta proposital, e daí surgem problemas sérios. Um homem com DDA de quem eu tratei disse-me que sempre que seu chefe o pressionava para que fizesse um trabalho melhor, seu desempenho piorava muito, ainda que estivesse tentando melhorar. A verdade é que quase todos nós nos saímos melhor com elogios. Eu descobri que isso é essencial para pessoas com DDA. Quando o chefe as estimula a fazer melhor de modo positivo, elas se tornam mais produtivas. Quando se é pai, professor ou supervisor de alguém com DDA, funciona muito mais usar elogio e estímulo do que pressão. Pessoas com DDA saem-se melhor em ambientes que sejam altamente interessantes ou estimulantes e relativamente tranqüilos.

Esse texto foi retirado do livro: Transforme seu cérebro, transforme sua vida - Daniel G. Amen, M.D.


Como conheço o funcionamento cerebral das pessoas com DDA(atual TDAH), sei que não iriam ler o texto completo num único dia, por isso postarei pouco a pouco, durante 5 dias. Leiam, garanto que os ajudará a se compreender mais.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

Depressão - Mais Informações

14:16


"As pessoas deprimidas pensam que se conhecem a si próprias, mas talvez só conheçam a depressão."
Mark Epstein

Desde há alguns meses que nem pareço eu. Farto-me de chorar, às vezes nem eu sei porquê, e nunca me apetece fazer nada. Não me lembro da última vez em que comi com apetite ou dormi um sono descansado. Parece que, ultimamente, tudo me corre mal…


Sintomas de Depressão 

A depressão é um humor negativo, persistente e prolongado que interfere com vários aspectos da vida da pessoa. Os sintomas variam com a gravidade da depressão. Os mais comuns são os sentimentos de tristeza e ansiedade, um humor instável, por vezes crises de choro sem motivo aparente e sintomas como alterações do apetite e do sono, redução dos níveis de energia, da capacidade de concentração e da autoestima e sentimentos de falta de esperança. Nas depressões mais graves, estes sintomas surgem de forma mais acentuada e acrescidos de uma diminuição clara do prazer em todas ou quase todas as atividades anteriormente consideradas agradáveis, uma alteração do nível de atividade motora (isto é, a pessoa fica ou mais lenta ou mais agitada), sentimentos de desvalorização ou culpa excessiva e pensamentos recorrentes acerca da morte (podem ocorrer pensamentos sobre suicídio, planos concretos de suicídio ou mesmo tentativas de suicídio).

Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas em simultâneo - aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. A intensidade dos sintomas pode variar com a altura do dia. Em geral, a pessoa sente-se melhor à medida que o dia avança, mas em algumas pessoas os sintomas pioram à noite As flutuações nestes sintomas são comuns - quando a pessoa se sente bem durante alguns dias, isso cria a falsa impressão de que está  melhorando.

Até que se faça o diagnóstico, praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que se está a passar com elas, julgando sempre ser um problema passageiro. Contudo, se a depressão não tiver tratamento, os sintomas tornam-se cada vez mais evidentes. A pessoa pode levar à prática as tentativas de suicídio, ou pode retrair-se ao extremo de passar a maior parte do tempo na cama, isolada de tudo e de todos.


Tristeza e Depressão

A palavra depressão é frequentemente usada por muitas pessoas para descrever "fases más" ou períodos em que se sentem "em baixa". Contudo, estes sentimentos de tristeza são normais, sendo que a maior parte das pessoas os experiência como reação adequada e adaptativa a um dado acontecimento, muitas vezes envolvendo uma perda. É o caso da tristeza que acompanha a morte de uma pessoa que nos é querida, o fim de uma relação importante ou o fracasso de um projeto pessoal ou profissional. Quando a causa da tristeza é evidente para o indivíduo, ele pode esperar com algum grau de certeza que ela seja moderada e desapareça gradualmente.

Por outro lado, existe a depressão – causada pelas perdas anteriormente referidas, com outras causas ou sem causa aparente - que se torna demasiado intensa ou que se prolonga há demasiado tempo. Quando não existe uma causa visível, a depressão pode piorar, uma vez que a pessoa não consegue entender o porquê de se sentir desta forma, sendo que a sensação de perda de controle agrava os sentimentos depressivos. Este segundo caso pode constituir uma forma de depressão mais disfuncional, e precisa muitas vezes de ser abordada diretamente para que possa evoluir e desaparecer.

Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças entre a tristeza e a depressão é a seguinte: Tanto numa região com clima tropical como numa região com clima polar, existirão variações no tempo, dias mais quentes e dias mais frios. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro desse estado. Tanto a pessoa não deprimida como a deprimida terão dias melhores e piores, mas os de uma não se comparam aos de outra.


Por que surge?

Acredita-se que a depressão tenha um substrato bioquímico, ao nível dos mecanismos que controlam o estado de humor, sendo que esta ideia é apoiada pela comprovada eficácia dos antidepressivos, que atuam sobre esses mecanismos. Este substrato bioquímico poderá ser parcialmente genético e parcialmente adquirido ao longo da vida.

Contudo, no desencadear dos episódios depressivos são fundamentais, mais do que os eventuais fatores bioquímicos, os fatores sociais, ambientais e relacionais. As crises depressivas estão muito relacionadas com acontecimentos perturbadores e também com fases críticas do ciclo vital da pessoa (adolescência, maternidade, velhice…). Os acontecimentos perturbadores provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis.


Como se mantém? 

Uma vez instalada, a depressão tende a perpetuar-se a si própria. A pessoa desenvolve uma perspectiva negativa de si própria, das suas experiências e do seu futuro, e tudo o que lhe acontece a partir desse momento é distorcido de forma a comprovar estas perspectivas. A pessoa passará a: 1) exagerar os aspectos negativos (por exemplo, fazer equivaler um fracasso numa determinada tarefa a uma total ausência de valor pessoal); 2) deixar de perceber os aspectos positivos (por exemplo, minimizar um sucesso numa determinada área dizendo que foi apenas sorte); 3) interpretar fatos positivos ou neutros a uma luz negativa (por exemplo, assumir que se uma pessoa não correspondeu ao meu cumprimento na rua é porque me odeia e fingiu deliberadamente que não me viu). A pessoa fica prisioneira do seu próprio pessimismo. Não é pois de admirar que a tristeza, a inércia e todos os outros aspectos da depressão tendam a manter-se ou mesmo a agravar-se.

Muito importante é salientar que a depressão não é sinal de preguiça, fraqueza, falha de caráter ou falta de força de vontade. Aliás, a maior parte das pessoas deprimidas têm altíssimos padrões de exigência pessoal o que constitui, isso sim, um dos agravantes dos seus sentimentos de depressão.


Lidar com a depressão 

Primeiro que tudo: a depressão é tratável. Muitas vezes é difícil para uma pessoa deprimida acreditar que poderá algum dia vir a deixar de o estar, e isto deve-se precisamente à desesperança e sensação de falta de controle sobre a vida que são inerentes à própria depressão. Portanto, o que aqui se sugere é que, mesmo mantendo como hipótese a ideia de que isto não vai mudar, a pessoa se dê a si própria a possibilidade de descobrir o contrário.

Posto isto, há que ter em conta que as sugestões que se seguem são ideias muito simples, em alguns casos pouco mais do que senso comum, e não pretendem de forma alguma ser "a fórmula mágica para a cura da depressão" - procuram ser apenas um ponto de partida para começar a abordar o problema.


Abordagem nº1: Cuidar do corpo

O apetite, o sono, o desejo sexual e a capacidade de relaxar são alguns dos aspectos físicos afetados pela depressão. Por este motivo, agir sobre os sintomas físicos é uma forma de agir sobre a depressão. Sugestões:

1) Tente comer mais frutas e vegetais e mais farináceos integrais. Reduza o álcool ( substância com efeito depressor a curto prazo, aumentando a intensidade dos teus sintomas).

2) Durma e descanse mas não exagere (6 a 8 horas por dia é suficiente). Quanto às insônias, não fique acordado na cama mais de 20 minutos - se vê que não está  conseguindo adormecer, saia do quarto e faça qualquer coisa que o relaxe: veja televisão, leia … dessa forma, estará também descansando. Na manhã seguinte acorde à hora habitual, e evite dormir durante o dia para facilitar o sono na próxima noite (quanto mais o seu padrão de sono fica desregulado, mais deprimido se sentirá).

3) É provável que não lhe apeteça ter relações sexuais. Explique isso ao seu parceiro, e faça-lhe ver que continua interessado nele e em partilhar outras coisas com ele até se sentir melhor. Normalmente os outros aceitam melhor os nossos comportamentos quando percebem que não são rejeitados, mas fruto de dificuldades nossas no presente.

4) Faça exercício físico, de preferência diário (apesar de, provavelmente, ser a última coisa que queira). Além do exercício, há procedimentos de relaxamento que pode utilizar para reduzir a sua ansiedade. (já descrito no blog).

5) Tente manter o seu corpo em movimento – aqui, o objetivo é apenas o de contrariar a inércia, que alimenta os ciclos auto derrotistas. Estruture o seu dia, determinando pequenos objetivos diários (que não sejam, nesta fase, nada de extremamente ambicioso). Planeje, para cada dia, atividades de divertimento e de prazer (mas se o prazer não for muito, evite martirizar-se por isso)


Abordagem nº2: Cuidar da mente

Os pensamentos, emoções e a forma como nos comportamos face aos outros, também mudam quando estamos deprimidos. É importante ter consciência disto, e adaptar algumas estratégias face a estes sintomas internos.

1) Face à tendência para ter pensamentos negativos, pode optar por várias abordagens. Faça listas. Das suas qualidades, das coisas boas que lhe aconteceram na vida, das que gostaria que lhe acontecessem no futuro, das pessoas que gostam de você, e o que mais quiser, Face às afirmações derrotistas que lhe surgem com frequência (sobre si, sobre as suas experiências, sobre o futuro…), contraponha afirmações mais racionais (por exemplo hoje estou em baixa, mas sei por experiência própria que isto vai passar e que me sentirei bem novamente, vou esperar que passe). Isto não é pensamento positivo! É pensamento realista, que se opõe ao pensamento pessimista da depressão. E tem impacto em termos emocionais.

2) Envolva-se com as pessoas. Fortaleça os seus laços com as pessoas que lhe são próximas, reate contatos com pessoas que não vê há muito. Peça favores, e faça-os aos outros. Expresse aquilo que sente a quem achar adequado fazê-lo, da forma mais clara possível – seja tristeza, medo ou raiva; eles irão compreendê-lo melhor, e possivelmente, isto vai acalmá-lo.


Para finalizar…

Estas informações e sugestões podem constituir um bom ponto de partida para a mudança. Contudo, há que ter em conta que ler sobre depressão não nos faz sentir melhor - é preciso agir. Também é importante não esquecer que não é de um momento para o outro que se mudam os padrões deprimidos que por vezes no acompanham desde há muito tempo. Se tentou implementar estas sugestões e não obteve resultados, ou se gostaria de ter um acompanhamento mais individualizado contate um profissional de saúde mental. É sempre mais difícil combater a depressão sozinho, principalmente quando a pessoa, provavelmente, já se sente só e sem saídas durante grande parte do tempo. O apoio de um terapeuta pode fazer uma grande diferença.

Equilíbrio Emocional

Falta de desejo sexual interfere na autoestima

17:25


A Mulher precisa estar de bem com a saúde e com a mente para sentir prazer

Durante muito tempo o prazer feminino nas relações sexuais foi preterido ou simplesmente ignorado. Felizmente o ponto de vista mudou. Além da mulher reconhecer que é tão merecedora do orgasmo quanto o homem, antigos tabus sobre a sexualidade feminina estão sendo revisitados. A frigidez é um deles. O mal não trata-se apenas da falta de prazer feminino sem motivo aparente, como no passado já foi encarado. O problema também não é um inconveniente sem cura. Frigidez é um termo incompleto para definir a inibição do desejo feminino.

O distúrbio sexual se caracteriza pela diminuição da libido e ausência de orgasmo e, pode abalar a autoestima das mulheres que sofrem com a falta de prazer nas relações sexuais.


Entenda como a falta de desejo sexual interfere na autoestima

Existem as mulheres que não conseguem encontrar o ponto máximo de uma relação sexual em situações específicas de incômodo ou cansaço. Por outro lado, há quem já tenha encontrado o clímax durante um período da vida, mas, por algum motivo, parou de sentir ou apresenta dificuldades de se entregar a uma relação. E, por fim, há um grupo de mulheres que nunca vivenciou a experiência do orgasmo.

Há duas causas básicas que impedem a mulher de atingir o orgasmo. A primeira e, de certa forma mais fácil de tratar, é a orgânica. Distúrbios de hormônios podem influenciar durante o momento mais íntimo da relação, o que acontece com a minoria delas. Nestes casos, apenas a reposição destas substâncias no corpo resolvem a ausência do prazer intenso.

O outro fator que atrapalha o desempenho sexual está ligado ao emocional e afetivo. Estes demandam mais tempo para resolver e exigem um estudo aprofundado do histórico da paciente.

Por conta da dificuldade, algumas mulheres ainda resistem a procurar ajuda psicológica. Há ainda a necessidade de aprender a respeitar certos momentos da própria vida, que inibem o apetite sexual. Os primeiros meses de uma gestação, por exemplo e o pós-parto bagunçam a produção de hormônios, o que impedem muitas vezes o desejo de sexo.

No caso das mulheres que se tornaram mães, por exemplo, a produção dessas substâncias acontece de forma diferenciada porque o corpo feminino entende que é o momento de cuidar do bebê e a ovulação - e, assim, os hormônios que estimulam o sexo - passam a ser algo secundário.


Tratamentos para o prazer

Para conseguir apimentar uma relação sexual as mulheres possuem uma arma poderosa e que nem sempre conhecem a fundo: o próprio corpo. Conhecer os pontos mais sensíveis, ajuda a relaxar na hora certa e permite o encontro com orgasmo.

Soluções não faltam para quem quer encontrar o prazer na relação, mas parte da solução pode estar no parceiro. Muitas mulheres não cogitam a possibilidade de pedir para que o parceiro faça mudanças na rotina sexual do casal. Elas sentem tanta vergonha que preferem não falar. A baixa autoestima pode sabotar algo que poderia ser revisto com uma simples conversa. O parceiro também pode ajudar na busca do prazer e ambos, de maneira íntima, têm a chance de encontrar juntos, zonas do corpo mais sensíveis.

Mas para isso o primeiro passo é conhecer seu corpo, conhecendo a si mesma.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo

16:38


Quem não tem a sua mania? O TOC atinge boa parte da população, entretanto em um nível moderado onde as manias não passam a interferir significativamente na vida das pessoas. Mas, o que é o TOC?

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) consiste na combinação de obsessões (pensamentos recorrentes e insistentes que se caracterizam por serem desagradáveis, repulsivos ou contrários à índole do paciente) e compulsões (comportamentos estereotipados, repetitivos, desagradáveis e inúteis).No Transtorno Obsessivo- Compulsivo as obsessões vêm acompanhadas de compulsões, pois as pessoas com TOC tentam afastar suas obsessões pondo em prática algumas compulsões, como por exemplo:

Lavar as mãos constantemente, a ponto de torná-las avermelhadas e inflamadas;

Verificar incessantemente se desligou o fogão ou o ferro, devido a um temor excessivo de incendiar a casa;

Contar certos objetos sem parar, por uma obsessão de vir a perdê-los.

Uma vez que sabe do absurdo ou exagero de seus comportamentos os pacientes podem tentar evitar os pensamentos intrusivos e as compulsões, o que causa uma tensão insuportável, motivo pelo qual acabam cedendo às compulsões.

Os sintomas do TOC provocam angústia, consomem tempo e podem interferir de maneira significativa no trabalho, na vida social e nos relacionamentos pessoais do portador. Como não sabem o que está acontecendo, muitos temem estar enlouquecendo, sentem vergonha e por isso são discretos com relação aos seus sintomas obsessivos e compulsivos, preferindo ocultá-los a procurar ajuda especializada.

Existem diversos relatos de pessoas com essa doença. Boa parte das pessoas tem vergonha de falar sobre esse transtorno e por isso a doença alcança o estágio avançado, como no caso da senhora que não dormia porque tinha que olhar embaixo dos móveis e atrás das portas se havia ladrão o tempo todo ou do homem que se jogou do segundo andar do prédio porque tinha medo dos possíveis micróbios na fechadura da porta o que o impedia de sair de seu apartamento.


Classificação

Existem dois tipos de TOC:

a) Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;

b) Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.


Causas

As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Certamente, trata-se de um problema multifatorial. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos e histórico familiar também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.


Sintomas

Em algumas situações, todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não caracterizam o TOC. O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa.

Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.


Frequência

Em geral, muitos anos depois que manifestou os primeiros sintomas, o portador do distúrbio recebe o diagnóstico de certeza e inicia o tratamento, porque a pessoa vai levando a vida como se aqueles comportamentos fossem normais e vai se acostumando ao sofrimento. Por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adultos, embora o transtorno obsessivo-compulsivo possa acometer crianças a partir dos três, quatro anos de idade.

Na infância, o distúrbio é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, pode-se dizer que o número de casos é igual nos dois sexos.


Tratamento

O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina.

A terapia tem comprovada eficácia sobre a doença. Os resultados costumam ser melhores quando se associam medicamento, quando necessário, e terapia.

É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento.


Recomendações

1 - Não há quem não tenha experimentado alguma vez um comportamento compulsivo, mas se ele se repete a ponto de prejudicar a execução de tarefas rotineiras, a pessoa pode ser portadora de transtorno obsessivo-compulsivo e precisa de tratamento;

2 - Crianças podem obedecer a certos rituais, o que é absolutamente normal. No entanto, deve chamar a atenção dos pais a intensidade e a frequência desses episódios. O limite entre normalidade e TOC é muito tênue;

3 - Os pais não devem colaborar com a perpetuação das manias e rituais dos filhos. Devem ajudá-los a enfrentar os pensamentos obsessivos e a lidar com a compulsão que alivia a ansiedade;

4 - O respeito a rituais do portador de TOC pode interferir na dinâmica da família inteira. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico de certeza e encaminhar a pessoa para tratamento;

5 - Esconder os sintomas por vergonha ou insegurança é um péssimo caminho. Quanto mais se adia o tratamento, mais grave fica a doença.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912