Autodesenvolvimento

Autoestima - Sexto Pilar - A Integridade Pessoal

08:30


Assisti recentemente, como faço há muitos anos, palestra sobre meio ambiente e educação ambiental. Achei fantástica a proposta didática na impecável apresentação dos slides; os conceitos são realmente fascinantes e os vídeos tão surpreendentes quanto comoventes. Fiquei encantado!

Acontece que meu encantamento foi amenizado pelo próprio palestrante quando ao final do evento o flagrei jogando o papel do chiclete no chão. Ao perceber que eu vi o que ele havia feito sorriu sem graça dizendo: “este papel é solúvel”. Percebi a falta de coerência entre discurso e prática. Imperdoável para aquela pessoa, naquele dia, naquele momento.

O jovem professor pediu desculpas, apanhou o pedacinho de papel amassado e o jogou no cesto de lixo. Mesmo assim, continuei a observá-lo discretamente enquanto desmontava seus equipamentos e senti que ele havia ficado envergonhado de si mesmo. Menos mal para o meio ambiente, porém extremamente doloroso para o moço!

Pude perceber que aquele palestrante autoconfiante e cheio de convicção durante a conferência perdera muito de seu brilho depois do efêmero e vergonhoso episódio. Já não olhava mais com tanta firmeza e confiança nos olhos das pessoas que iam cumprimentá-lo pela excelente exposição. Ele havia perdido sua força interior, pois sua autoestima acabara de receber um baque.

Ele perdera sua integridade pessoal naquele exato momento.

Um gigante sobre educação ambiental que havia respondido brilhantemente diversas perguntas polêmicas e difíceis sem se abalar, agora se encontrava derrubado por um simples pedacinho de papel.

Passou duas horas aproximadamente combatendo ferrenhamente o descuido com o lixo pessoal; encheu a tela com estatísticas estarrecedoras sobre o impacto ambiental causado pelo lixo que produzimos; não poupou críticas às pessoas mal educadas, às famílias que não fazem coleta seletiva de seu lixo, excomungou governantes e até ONGs.

Enfim, aquele jovem havia perdido momentaneamente e no sentido mais estrito da palavra, a sua integridade pessoal. Deixou de ser inteiro quando seu ato contradisse seu belo discurso, cujo teor expressava seus valores, princípios e ideais. O moço desmontou-se, perdeu espaço dentro de si e diminuiu de tamanho. Sua autoestima foi ferida, ficando comprometida no sexto pilar!

De acordo com o Dr. Nathaniel Branden: “[...] quando nos comportamos de forma conflitante com o que julgamos apropriado, perdemos o respeito por nós mesmos”.

Sabe-se que a falta de integridade é tão ou mais nociva do que qualquer censura ou rejeição externa, pois contamina intensamente o senso de self. Pode-se evitar uma pessoa que está sempre nos humilhando e ofendendo, mas dificilmente se pode evitar a si mesmo em veladas sessões de autocensura. Por isto acredito que o pior dos verdugos seja a própria consciência.

Nenhum ser humano tem poder maior de condenação do que a própria pessoa contra si mesma e a depressão é uma prova disto. Não é a toa que oro a Deus diariamente pedindo livramento dos inimigos, mas principalmente do rigor de meu superego.

Não obstante, os momentos que comparo meu discurso com meus atos são importantes incubadoras de culpa, pois desperta-se naquele exato momento da autocensura moral uma espécie de juiz corregedor a que Freud intitulou superego, cujo moto maior é o princípio do ideal, lugar do inconsciente onde estão armazenadas as nossas referências mais sublimes juntamente com as mais elevadas expectativas, depositadas em nós pela sociedade e por nossos entes queridos ao longo de nosso desenvolvimento.

O murundu de ideais perfeitos construídos desde a infância em nosso inconsciente afronta a todo instante nossos impulsos mais pueris, idílicos, exercendo pressão enlouquecedora, cujo ego precisa lançar mão dos mais eficazes mecanismos de defesa para aliviar desconfortante compressão: esta angústia do ego causada pelo ultraje de nosso próprio ego moral ou superego.

Um desses mecanismos de defesa do ego é a projeção, cuja dinâmica consiste em lançar no outro aquilo que condeno em mim. Portanto, quando reconheço que fiz o que condeno o outro fazer, percebo-me isento de integridade e o espírito desfalece instantaneamente.

Uma das características menos toleráveis nas pessoas de modo geral e em especial naquelas pessoas que sempre condenamos é a falsidade, a hipocrisia: palavra-chave de toda crítica aos dissimulados políticos. Quem já não repetiu a frase “fulano é mentiroso” ou ”deputado X é falso, enganador, um hipócrita!”. Parece que ao amaldiçoar o outro por sua falta de integridade, tenta-se expurgar de si mesmo esta tragédia interna que corrompe a alma e contamina o espírito.

Daí a repercussão avassaladora que tem a falta de integridade sobre a autoestima. Quem não tem pecado que atire a primeira pedra! Quem nunca foi hipócrita ou mentiroso?

A raiva e o ódio que estava em Caim ou em Hitler também podem estar em mim, assim como a generosidade de Abel e o amor de Cristo também podem estar em mim. Tenho em mim o que há de melhor e o que há de pior na espécie humana. Ao admitir isto me vejo com mais integridade, pois deixo de ser apenas quem eu gostaria de ser (a melhor parte) para admitir ser quem eu realmente sou (todas as partes).

Tirar uma doença do CID – Código Internacional de Doenças não a fará desaparecer, assim como refutar uma característica repudiante não a eximirá de existir em mim.

Reprimo e expurgo aquilo que julgo não prestar ou repudio em mim; mas afloro e evidencio o que mais me agrada. Contudo, não me deixo iludir haver pleno controle sobre estas forças interiores. Dado que as circunstâncias, as pessoas e o meu estado geral complementam tais forças de controle a cada instante que vivo. Em função do descontrole destas forças, posso perder ou recuperar minha integridade pessoal a todo instante.

Na experiência do Dr. Nathaniel Branden, ao aplicar dinâmica onde solicitava aos participantes que completasse a frase: “Eu seria mais íntegro se...” então algumas respostas surgiram, tais como: ...eu cumprisse minhas promessas; ...eu admitisse minhas falhas, erros ou inabilidades qualquer ao invés de mascará-las descaradamente.

Assim, ser íntegro é não rir de piadas das quais realmente não se acha graça nenhuma; é admitir as qualidades e virtudes de um concorrente; é dizer não quando se tem vontade; é não superfaturar o recibo do reembolso; é reconhecer a responsabilidade que tem sobre as pessoas; é não desviar objetos do escritório para uso particular.

Enfim, na opinião de cada participante ser íntegro é o mesmo que fazer a coisa certa, empreendendo congruência entre aquilo que se fala e aquilo que se faz, sabendo que as virtudes que a autoestima nos pede nem sempre são as mesmas que a vida nos exige.

Prof. Chafic Jbeile

Autodesenvolvimento

Autoestima - Sétimo Pilar – Final - O Amor

08:00


Talvez eu não seja a melhor pessoa para falar de amor. Este é um tema melhor abordado pelos poetas, pelos artistas, pelas mães, pelas mulheres de modo geral. Eles sim podem falar com mais propriedade e com maior eloquência do que eu. Mesmo assim, a despeito de minhas limitações, ousarei falar sobre o amor em função de sua implicação à estrutura da autoestima.

Há vários sentidos e aplicações para a palavra amor. Em todos os empregos e usos do termo o significado comum é o de querer bem e agir em favor de algo ou alguém. Tudo que se faz com plenitude de vontade e intensidade de alma, se diz que é feito com amor. Portanto, o mal feito é por si só isento de amor porque não é máximo, não é esforçado, não é bem quisto, antes é feito com má vontade, de qualquer jeito, obrigado e, por isto, livre do significante amor.

A referência filosófica do amor alude aos relatos de Platão quando compara este sentimento com a caça; como algo que se busca a todo esforço até que se obtenha aquilo que acredita não possuir. Daí chamar de amor platônico toda forma de amor que extrapola os limites do bom senso e aproxima-se do patológico.

Em Freud tem-se entendido o amor como a pulsão mais primária, o impulso de vida; também conhecido nos escritos psicanalíticos como Eros. Este alterna com Thanatos, o impulso de morte. Enquanto o primeiro constrói e edifica, o segundo destrói e corrompe. O pai da psicanálise sugeriu várias vezes e em todas as suas obras a força dessas pulsões sobre as atitudes conscientes e inconscientes de nosso viver.

Enfim, são muitas as referências sobre amor e não há espaço e tempo neste singelo texto para abordar todas elas. As que aqui se apresentam são suficientes para referenciar o que pretendo vincular com o tema proposto, ou seja, o sétimo pilar da autoestima.

Desta forma, tanto no âmbito religioso-espiritual, filosófico ou psicanalítico o emprego da palavra amor e suas variações semânticas sugerem tratar de uma força sem limites, intangível, venerável e poderosa ao ponto de fortalecer, revigorar e gerar vida. Em outras palavras, o amor é como as turbinas de um avião ou o motor de um carro. Sem eles nem um nem outro poderiam sair do estado estático.

É neste sentido que o amor se aplica a autoestima como sétimo pilar, pois sem esta força propulsora nada nem ninguém poderão mover-se e muito menos transformar-se. Nenhum dos outros seis pilares poderiam se efetivar sem o sétimo. Só o impulso de vida – amor – é que pode fazer uma pessoa mudar de idéia, se arrumar, tomar atitudes mais condizentes com o autorrespeito, a autoafirmação, a integridade pessoal, a prosperidade e a melhora pessoal em todos os sentidos aplicáveis.

Não se pode ver o amor, mas pode-se percebê-lo atuante quando as pessoas são compelidas a mudar e a fazer mudar qualquer coisa ou pessoa para um estado melhor, mais bem aprimorado.

Autoestima é a tradução literal do amor próprio. Cada qual tem sua autoestima na mesma proporção do amor que sente por si próprio. Assim fica fácil entender porque as pessoas se prejudicam e se matam entre si, pois cada qual ama o próximo como a si mesmo.

Aquilo que se faz ao outro é, em análise, aquilo que se deseja fazer a si mesmo, mas de uma forma velada. E o que se quer fazer veladamente a si mesmo é o límpido reflexo da consideração e amor que cada um nutre e mantém por si mesmo. Ninguém que desonra a si mesmo poderá ter o outro em honra.

Em outra perspectiva desta análise, pode-se entender as pessoas que nos agridem e nos machucam como praticantes de ação proporcional ao ódio e repúdio que elas sentem por elas mesmas. Só quem conhece e experimentou o amor pode amar. Aquele que não sabe e sequer provou desta força chamada amor, jamais poderá desejar ou fazer o bem a si mesmo, quem dirá ao próximo.

Viver sem se sentir amado é uma porta para a angústia e a depressão. Viver sem se sentir amado torna a vida muito mais dolorosa do que normalmente seria. Tudo fica mais difícil. Se relacionar fica mais difícil. Estudar, trabalhar, produzir fica quase impossível e então reina o impulso de morte, tornando as pessoas mais amargas, destrutivas, maldizentes e infelizes. O que esperar dessas pessoas? Não há perspectiva de vida, de sucesso ou mesmo de futuro quando a pessoa não se sente amada, querida, desejada. 

Portanto, não basta dizer a uma pessoa que a ama ou usar sua linguagem de amor para acreditar que o outro está sendo amado. É necessário que o outro se sinta amado para que possa experimentar esta força que transforma e revitaliza qualquer pessoa que é agraciado por ela.

Nada pode ser mais sublime e produtivo para uma pessoa do que sentir-se amada pelo pai, pela mãe, por Deus, por qualquer alguém que lhe importa ou pela sociedade de uma forma geral. Os piores delinquentes, capazes das piores ações destrutivas e práticas antissociais são pessoas incapazes de sentir e experimentar o amor.

Esta incapacidade pode ser congênita, relacionada à micro lesões cerebrais que impedem o processamento de tal sentimento ou mesmo pela experiência do abandono, do descaso e do desprezo elaborados de forma peculiar em suas mentes a partir das ações e palavras de seus entes mais próximos, a partir do nascimento até algum momento de sua vida em que ocorre um insight negativo e passa a crer na ideia de que não é amado o suficiente, antes se sente indesejado e rejeitado. Eis a semente do mal, da criminalidade. 

Ninguém rouba, mata ou destrói por amor, mas por ódio e revolta.

Como é poderosa quando dita com sinceridade a frase “eu te amo”. Experimente dizer mais vezes eu te amo com as pessoas que você quer bem, mas comece dizendo a si mesmo(a) toda vez que se olhar no espelho pela primeira vez no dia. Contudo, nunca repita mais do que três vezes ao dia para não estimular eventual narcisismo!

As ações sociais de contenção da delinquência e repressão ao crime não deveriam se restringir a medidas socioeducativas e penais com base no Código Civil e na Constituição Federal apenas. Nada que se faça com base exclusivamente nas Leis e nas regras sociais poderá transformar o ódio de alguém em amor. Por isto as cadeias estarão sempre lotadas e os índices de criminalidade continuarão aumentando dia após dia. Ninguém pode se sentir amado com a aplicação da Lei.

Também não é o caso de distribuir bíblias aleatoriamente. Pois, ainda que eu falasse as línguas dos anjos se não houver amor, nada adiantará. É preciso se sentir amado e experimentar este sentimento.

E se alguém não se sente amado e, portanto, não experimenta o amor como poderá ter bem consolidado o seu amor próprio? Assim, terá invariavelmente comprometido todos os sete pilares da autoestima.

Leitor(a), a melhor referência teórica de amor que eu conheço está no primeiro livro que o apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios, registrado no Capítulo 13, versos 1 a 8 da Bíblia, como se segue:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha[...]”.

Prof.Chafic Jbeile

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O que Impede seu Sucesso Profissional

16:02

Quando tiver sucesso, todos vão olhar como se você estivesse num palco, completamente nu. Todos verão quem você é, porque o sucesso vai deixa-lo exposto. Se a pessoa não tem medo de se expor, na hora em que o sucesso chegar, ela vai se sentir perfeitamente à vontade. E se o sucesso vier e colocar você nessa posição, o que vai acontecer? É aí que começam as nossas resistências.

Vamos dizer que você estava num cargo que não representava nenhum tipo de ameaça, mas bastou receber uma promoção e virar o centro das atenções na empresa que esse cargo se tornou uma ameaça, já que você não é o tipo que tem muita segurança em si. Quando  você tem medo de alguma coisa as suas forças de defesa, as mesmas que agem para impedi-lo de se machucar, também seguram o seu sucesso. Elas atuam em função de conter o que o ameaça para protegê-lo. Na verdade é você mesmo quem segura o seu sucesso.

Se você está bem, sua carreira também vai bem, pois o bem e o mal estão em todo lugar,  somos nós que nos sintonizamos com eles. Mas é só algo começar a ficar ameaçador que suas defesas, inteligentemente, criam obstáculos ou aproveitam aqueles que estão à sua volta.

Veja esse exemplo: Ele é um ladrão. Sempre foi seu vizinho, morou anos lá e nunca roubou, mas naquele dia foi roubar logo o seu. É porque a sua energia usa o ladrão para roubar o seu carro, para segurá-lo, evitando assim que você possa ir para frente. “Quer dizer que minha própria energia foi lá para pegar o ladrão para me atormentar?” Sim. Para protegê-lo contra o perigo do sucesso, pois para você ele representa uma ameaça.

É importante tomar consciência dos valores resistentes, do que é tão ameaçador para você no progresso. Não ousamos nos conscientizar porque nossa própria mente nos impede de saber, já que teremos que lidar com isso e sem saber vamos causando mais resistências. Então vamos seguindo nos defendendo das “próprias surras”, por temer ver o que nos impede de progredir.

Autodesenvolvimento

Descobertas do meio da vida de uma mulher

18:13

Mulheres que entendem de mulheres. Compartilhando.



Numa cidade distante -Lya Luft

Tem mais de quarenta anos, e pela primeira vez viaja ao exterior, cheia de incertezas.

A vontade mesmo era de ficar no conforto dos objetos familiares e da vida previsível cujos contornos às vezes pareciam se estreitar demais.

Vai num grupo de trabalho, mas no hotel e em algumas atividades está sozinha. Uma tarde vê-se obrigada a atravessar sem companhia a cidade desconhecida: dá os primeiros passos repetindo mentalmente o roteiro, segura a bolsa como se fosse a bússola de sua alma. Ao seu redor fragmentos de frases no idioma estrangeiro que ela entende mais ou menos, os cheiros e cores diferentes.

O sol incide sobre todas as coisas de uma forma nova.

Então é tomada de euforia: está num país remoto, numa cidade desconhecida, consegue andar e orientar-se - e não sente medo. É uma alegria inquietante para ela, que nunca imaginou sentir-se tão bem e contente longe da casa e da família. Antes, isso lhe pareceria uma traição.

Agora, caminhando no chão do imprevisível, começa a dizer em voz alta: "Eu sou uma pessoa! Eu sou uma pessoa!"

E, sentindo-se ridícula, ri de si mesma, lágrimas nos olhos, como se tivesse acabado de nascer. Está só. Está livre, está completa, e, nesse instante, sem nenhuma culpa.

É capaz - sabe disso agora.

Nada a teria impedido de descobrir isso antes, não poderia acusar ninguém de estar querendo podar ou abafar sua personalidade. Eram amarras consentidas que a prendiam, muitas auto-impostas, um confortável papel que aceitara e assumira porque assim esperavam dela.

Mas ali, naquela breve caminhada, libertara em si uma pequena alma transgressora, ainda que de limites tão ínfimos que alguns até achariam graça. Nesse dia compreendeu que amadurecera. Entrou numa joalheria e comprou um anel, um aro muito simples, que nunca mais tirou do dedo: sua aliança consigo mesma e com a sua verdade.

Amadurecer passou a ser retirar as máscaras e ver no espelho o verdadeiro eu - onde se lia uma severa contabilidade de gastos e lucros, saldos nem sempre tranquilizadores, pouca ousadia.

Quanto de amargura, quanto de bom humor tinha sobrado, quanta capacidade e fervor para se renovar antes que a resignação encobrisse tudo?

Percebeu que não importava tanto o que havia lhe acontecido naqueles quarenta anos, mas o que ela estava fazendo como o que eventualmente acontecera. Era uma oportunidade assustadora e maravilhosa: amadurecer não significava estagnar, mas reafirmar - ou reinventar - cada dia aquilo que mesmo inconscientemente ela se propunha como o sentido, o rumo e o tom de sua vida.

Precisara chegar àquela cidade distante para fazer essa descoberta.

Levara quarenta anos para se encontrar como pessoa: talvez levasse mais quarenta para achar que entendera todos os significados disso.

Mas aí precisaria de outros quarenta para enfim ver que nada tem explicação, e que o interessante na vida não são as respostas: são os enigmas.

Autodesenvolvimento

Quem Sou Eu?

11:39


Quando temos a oportunidade de conhecer tipos diferentes de pessoas não é raro percebermos as personas criadas para esconder os sentimentos pessoais de imperfeição. Elas adotam diferentes posturas para compensar a falta de valor próprio interior exibindo sua riqueza, seu status, suas façanhas intelectuais, sua força física, suas conexões sociais ou sua “superioridade” moral, na tentativa de provar que não são tão indignas quanto se sentem.

Às vezes tudo começa com uma pequena mentira ou simulação, mas com o passar do tempo a farsa vai ganhando uma dimensão maior, dando origem a um personagem que é o oposto de como a pessoa realmente se sente. Verdadeiras fraudes, temem ser desmascaradas todo o tempo. De certa forma, em alguma medida, todo mundo esconde ou compensa uma parte de si que não gosta.

Corremos atrás para satisfazer essa imagem criada. Trabalhamos arduamente para conseguir o dinheiro que mostramos ter, nos matamos para mostrar o corpo perfeito, o casamento perfeito, para fazer os contatos sociais que mostrarão que somos os tais, condenamos os outros para mostrarmos nossa elevação moral e espiritual. Se isso fosse uma verdade estaria tudo certo essa corrida incessante, mas na grande maioria é somente uma ação desencadeada por uma motivação coletiva, instintiva, na busca de poder, domínio, como fazem os animais. Num nível mais caótico ainda apenas inventamos todas as realidades que queremos mostrar. Fazemos tudo que nossa persona pede, e então porquê ainda nos sentimos vazios?

Quando toda a sua energia é empregada para manter a ilusão do “eu” que você projeta e esconde do mundo a imagem do seu “eu temido”, a voz baixa e mansa do seu “eu verdadeiro”, quem você realmente é, mal pode ser ouvida. Fale mais alto e ouse responder à essas perguntas:

- Quem você  é  hoje,  desperta a vontade de sua própria companhia?

- Quem é você quando ninguém está olhando?

- Se você se sentisse totalmente seguro, o que faria de maneira diferente?

- Quem você seria se vivesse sem nenhum medo?

Dizem que quando perguntaram a Michelangelo como ele conseguia esculpir anjos tão belos, ele respondeu: “Eu enxergo o anjo na pedra e vou removendo tudo que está ao seu redor”. 

Ser você mesmo é semelhante a isso: menos uma tentativa de ser como você gostaria de ser e mais uma questão de reconhecer a magnificência de quem você realmente é.

Luciana Sereniski

Deusas e a Mulher

Afrodite/Vênus: Deusa do amor e da beleza, mulher criativa e amante

20:00


AS CARACTERÍSTICAS NÃO SÃO NEGATIVAS OU POSITIVAS, TUDO DEPENDE DA INTENSIDADE E DO CONTEXTO. 

1 - Nos relacionamentos da deusa os sentimentos de desejo sempre são mútuos e é assim que a mulher Afrodite permanece na relação e se sente feliz.

2 - Ela nunca foi vítima de paixão por alguém indesejável, ela tem autoconfiança para se relacionar.

3 - Valoriza a experiência emocional, a intensidade, mais do que a permanência de uma relação.

4 - As ligações são importantes, mas não como compromisso a longo prazo.

5 - Ela consuma as relações e gera vida nova, a mulher sente energia, alegria depois e isso também é despertado no homem.

6 - Valoriza exclusivamente o subjetivo, o que ela sente, não medindo por reconhecimento ou realização de ninguém.

7 - Realização sexual é sinônimo de comunicação, comunhão, porque os dois desejam estar juntos, há química.

8 - Afrodite num relacionamento não se limita só ao romântico ou sexual, mas ao amor platônico, conexão da alma, amizade profunda.

9 - Sua consciência é enfocada e intensa, ela concentra sua atenção naquilo que lhe importa.

10 - Ela consegue conforme o que deseja iludir seduzindo o homem, mas não estar apaixonada por ele.

11 - Na relação com Afrodite os dois ganham energia para viver, chegando a perder a noção do tempo.

12 - Ela é a musa do homem, sua inspiração, é assim que ele a vê.

13 - Seus relacionamentos misturam erotismo e companheirismo.

14 - Ela faz o homem acreditar nos seus sonhos com sua sedução ela o convence.

15 - Amante do riso, irresistível encanto.

16 - Por ser vaidosa, tem corpo gracioso.

17 - Valoriza e cuida da sua beleza estética: corporal e facial.

18 - É uma deusa de muita sensualidade.

19 - Ela se sente livre para escolher, pois não foi vitimada.

20 - Afrodite impele a mulher a exercer funções criativas e procriativas.

21 - Sente-se atraente.

22 - Se apaixona frequentemente e facilmente.

23 - Tem sex-appeal, o que induz ao erotismo.

24 - Quando Afrodite é evocada os dois se sentem encantados e especiais.

25 - Ela tem fertilidade na procriação, tem bebê pelo desejo a um homem ou por experiência sexual e romântica.

26 - Arrisca gravidez indesejada e pode ter muitos filhos.

27 - Trabalha com paixão na criação como no amor, se envolve.

28 - É envolvida na experiência sensorial ou sensual.

29 - Tem carisma pessoal.

30 - Tem eletricidade que com atributos físicos a torna irresistível.

31 - Ela tem o poder de transformar material inferior em ouro (processo alquímico), seja no trabalho ou no amor, por seu enorme poder criativo.

32 - Ela consegue ter sexualidade desligada da intimidade emocional.

33 - Ela ativa numa mulher é uma força tremenda para mudança. Através dela fluem atração, união, fertilização, incubação e nascimento de uma nova vida. O trabalho criativo resulta de um envolvimento apaixonado e intenso.

34 - Como artista ela é envolvente, apaixonada com o que faz e todos os seus sentidos se intensificam.

35 - Como força criativa se envolve num intenso esforço criativo depois do outro.

36 - Quando termina um projeto surge uma nova possibilidade que a fascina.

37 - Pode levar uma vida não convencional, seguir o que quer e quem a fascine.

38 - A busca do prazer é no aqui agora.

39 - Quando jovem busca uma faculdade que tenha uma intensa vida social.

40 - Prefere um emprego que não exija repetição.

41 - Na meia idade a engajada em trabalho artístico (criativo) retém seu entusiasmo e melhora sua inspiração, sua habilidade.

42 - Na velhice permanece com interesse pelos outros e o trabalho criativo como o mais importante.

43 - Na velhice tem amigos de todas as idades, porque ela é jovem por dentro e atraem outros à ela.

44 - É extrovertida

45 - Tem ânsia pela vida.

46 - É impetuosa.

47 - Age pelo desejo sem considerar as consequências.

48- Se uma mulher tipo Afrodite desenvolve habilidades ou adquire formação, o poder de Afrodite é modificado por outras deusas (não diminuído, somente modificado).

49 - Se ela se casar também necessitará de outras deusas para cuidar dos filhos, porque ela tem dificuldade.

50 - Não sendo retribuída ela é tomada de desejo cruel e aspirações impróprias.

51 - A intensidade do amor também é da sua dor.

52 - Ela pode ser vista como muito sedutora e ser considerada uma prostituta.

53 - Pode ser marginalizada.

54 - Como amante pode ter muitos amantes.

55 - No trabalho não se esforça para sair-se bem, exceto se ela se envolver e puder criar.

56 - Tem tendência à homens que não fazem bem à ela e para ela.

57 - Caso não seja influenciada por outra deusa ela opta por homens semelhantes a ela: criativos, complicados, mal-humorados, emotivos, que podem não objetivar lugares ou posição elevado e não querem chefiar assuntos domésticos ou serem maridos e pais.

58 - Na meia idade tem dificuldade de aceitação já que sua atratividade foi sua fonte de gratificação.

59 - Pode ser explorada por quem só procura sexo.

60 - Pode ter só relacionamentos superficiais.

61 - Pode acabar com a autoestima rebaixada.

62 - Quando uma Afrodite nega sua condição ela reprime seu interesse pelos homens, menospreza sua atratividade e se considera má por desejos sexuais que a conduzem à depressão e ansiedade.

63 - Se perder o contato com sua sexualidade e sensualidade perde sua identidade, e, portanto sua vitalidade e espontaneidade.

64 - Como vive no aqui agora compra o que não pode pagar, dá bolo nas pessoas.

65 - Faz planos com entusiasmo e não põe em prática.

66 - Se conduz na vida como se não houvesse amanhã.

67 - As prioridades emocionais tem mais peso do que as considerações práticas.

68 - Ela pode deixar para trás homens feridos, rejeitados, deprimidos e zangados, que se sentem usados e descartados.

69 - Pode passar por uma série de intensos romances, levada pela magia de estar apaixonada.

70 - Afrodite impele a mulher a amar alguém que não pode ou não quer retribuir seu amor.

71 - Pode criar uma paixão ilícita que a conduz a um conflito ou humilhação, que pode destruí-la assim como suas qualidades positivas.

72 - Pode tornar-se doente de amor.

73 - Apaixona-se por homens desprezíveis que sabe que vão lhe causar sofrimento.

74 - Pode de maneira infeliz se comprometer por amor.

75 - Ela pode ser atormentada a provar a si que o homem a ama, apesar das provas contrárias e mesmo ficando infeliz quer insistentemente mudar.

76 - Pode amar um homem que deixa claro que não a ama, podendo se tornar obsessiva, impedindo-se de outros relacionamentos.

77 - Gosta da luxúria.

78 - Crê que sua palavra é lei.

79 - Afrodite é a deusa que mais aceita, ama e compreende os homens (a não ser que seja maltratada; nesse caso poderá entrar num jogo de medição de forças).

80 - Ela não mantém com os homens uma relação de dependência, mesmo quando ama é autônoma.

81 - A mulher que corresponde ao modelo Afrodite é a amante preferida dos homens, mas decididamente não escolhida para esposa por a considerarem infiel e independente.

82 - Prefere profissões que despertem sua criatividade, como por exemplo: pintura, escultura, moda e editoração.

83 - Se vale da beleza e do fascínio para exercer poder ou conquistar posições interessantes.

84 - Quando a Afrodite não é bela, é carismática e possui uma atração irresistível.

85 - Não é interesseira.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Equilíbrio Emocional

Depressão : Sintomas físicos, psicológicos e causas mais estressantes

15:13


A depressão é uma doença da mente e do corpo. Muitas pessoas têm ambos os sintomas, físicos e psicológicos, mas a natureza exata da doença muda de uma pessoa para outra. Uma pode apresentar a predominância de alguns sintomas da doença que diferem dos sintomas predominantes em outra pessoa.

SINTOMAS DA DEPRESSÃO:

PSICOLÓGICOS:
Baixo-astral
Perda de interesse nas coisas que você costumava apreciar
Ansiedade
Embotamento emocional - como se perdesse seus sentimentos
Problemas de concentração e memória
Delírios
Alucinações
Impulsos suicidas


FÍSICOS:
Problemas com o sono: dificuldade em pegar no sono, despertar muito cedo pela manhã ou dormir demasiadamente
Lentidão mental e física
Aumento ou falta de apetite
Aumento ou perda de peso
Perda de interesse no sexo
Cansaço
Constipação
Irregularidades na menstruação


CAUSAS DA DEPRESSÃO:
Genes
Personalidade
Meio Familiar
Gênero
Padrões de Pensamento
Controle limitado sobre seu destino
Stress e acontecimentos da vida
Distúrbios físicos
Falta de luz solar


OS 10 ACONTECIMENTOS MAIS ESTRESSANTES NA VIDA QUE PODEM CONDUZIR À UMA DEPRESSÃO:
Morte de um familiar próximo: filhos, cônjuge, irmãos, pais.
Divórcio
Separação Conjugal
Aprisionamento
Morte de um amigo muito chegado
Lesões ou doenças
Casamento
Perda de Emprego
Reconciliação Conjugal
Aposentadoria.


Luciana Sereniski
CRP 12/06912