Autodesenvolvimento

Hoje é o Dia das Mães

12:01


Segunda-feira: Dia das Mães

É hoje porque você acordou bem cedo e fez suco de laranja no espremedor manual, antes do seu filho ir à escola porque está esfriando e ele pode gripar. Você é mãe. Mãe não tem preguiça se é para proteger seu filho. 

É hoje porque mesmo extremamente cansada, no final do dia você sentou ao lado do seu filho e o ajudou a estudar física, mesmo não sabendo nada. E ele achou o máximo aquela dica que você deu. Dica? Você nem percebeu, e nem sabe de onde veio, mas veio, afinal você é mãe. Mãe realiza milagres.

Terça-feira: Dia das Mães

É hoje porque você controlou o tempo do seu filho no computador e se manteve firme perante a ira dele e as milhões de justificativas que ele ia dando enquanto se encaminhava bravo para o quarto. Seria tão mais fácil você não ter feito isso. Mas você é mãe. Mãe não tem medo da luta se é para salvar seu filho.

Quarta-feira: Dia das Mães

É hoje porque você ficou aliviada quando seu filho voltou do encontro com seu amor. Era nítido que ele estava muito bem. E você é mãe. Mãe consegue dividir seu filho com alguém, se esse alguém o faz feliz.

É hoje porque você teve que ter aquela conversa desagradável porque seu filho estava passando dos limites, Mas você é mãe. E mãe não é cega. Mãe enxerga tudo, até de olhos fechados e não se omite.

Quinta-feira: Dia das Mães

É hoje porque você ficou sabendo que alguém ofendeu seu filho. E você é mãe. Será que eles não sabem? Com sofrimento no coração e a bravura de um leão você foi defende-lo. Mãe não tem limites quando é para devolver o sorriso e a confiança ao seu filho.

Sexta-feira: Dia das Mães

É hoje porque você foi comprar algo para você e ao olhar para o lado viu aquele tênis que seu filho está pedindo há tempos. Não pensou duas vezes. Optou pelo dele. Você é mãe. Mãe fica feliz mesmo quando pode dar o que um filho precisa ou deseja.

Sábado: Dia das Mães

É hoje porque seu filho apontou coisas em você que te deixaram triste. Mas ele estava certo. Mãe aceita com humildade que também erra.

Domingo: Dia das Mães

É hoje porque você disse que ia chover e pediu para ele não esquecer o guarda-chuva.

É hoje porque disse que ia esfriar e pediu para ele levar um casaco.

Disse que estava receosa, mas que o deixaria ir ao acampamento com amigos, porque confiava nele.

Disse que tudo ia ficar bem, e derramou lágrimas escondida quando o abraçou, e não quis que ele percebesse que também estava com medo.

E disse que se orgulhava muito dele, no dia em que ele não passou no vestibular.

No dia em que ele perdeu o jogo.

No dia em que ele perdeu quem amava.

Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo, segunda.....

Você o levou ao médico, ao dentista, ao psicólogo, ao nutricionista, a aula de inglês, de música, de pintura. Ficou acordada esperando ele chegar da balada, só dormiu quando ligou dizendo que estava em solo seguro, naquela viagem. Você ouviu aquelas músicas barulhentas com ele, o lembrou do banho, de escovar os dentes, ouviu mil reclamações quando o fez comer verduras e ganhou aquele beijo quando o liberou para um sanduiche e batatas fritas.

Triturou beterraba, cenoura e adicionou ao feijão, e jurou quando ele perguntou, que não fez, tudo para aumentar os nutrientes para ele: Isso só quem é mãe vai entender. 

Arrumou seu armário que estava uma bagunça, mas não esqueceu de chamar sua atenção para ele não se acostumar.

Fez de conta que não viu que ele não arrumou a cama, antes de sair. Você entendia que aquilo era pequeno demais para se tornar um problema.

Não titubeou quando precisou brigar pela nota baixa, alegando que ele tinha tempo para estudar, mas a vontade era mesmo abraça-lo porque entendia que ele estava ali na sua frente, sentindo-se fracassado.

Puxa, você fez tudo isso hoje. Vai fazer um pouco mais amanhã, depois, na próxima semana, mês que vem. E achou tudo simples, fácil, e pensou não ter feito nada. Você é mãe. Mãe é incansável. E se considera a pessoa mais feliz do mundo se num único dia é recompensada com um presente, flores, ou um telefonema. Mas legal mesmo é quando ele te abraça e diz que te ama. Embora seu maior presente é ver seu filho feliz todos os dias. 

Ser mãe é a oportunidade que Deus nos deu de chegarmos o mais perto da perfeição. Não pelas centenas de coisas que fazemos por eles todos os dias, mas pelas coisas que não conseguimos e que nos motivam a buscar  ser melhores a cada minuto. 

Mãe que é mãe, NÃO JULGA, NÃO CONDENA, NÃO COMPACTUA COM ERROS, MAS JAMAIS ABANDONA um filho, mesmo que ele erre. E é isso que a torna quase perfeita, porque nenhum amor é mais incondicional que amor de mãe.

E mãe só não é perfeita porque deita na cama toda noite, após ter percorrido essa maratona e pensa: Eu poderia ter sido melhor.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912


Autodesenvolvimento

Quais os principais Tipos de Sofrimento e sua Finalidade?

17:24


Existem basicamente 4 tipos de Sofrimento:

1 - Sofrimento que gera sofrimento - exemplo: uma dor psicológica que gera uma dor física ou vice versa.

2 - Sofrimento pela forma incorreta de encararmos a vida - sofrimento gerado pelos nossos apegos: meu carro, meu trabalho, minha casa, meu filho - e não  aceitação da impermanência das coisas.

3 - Sofrimento pelos falsos desejos, por aquilo que não consigo alcançar.

4 - Sofrimento resultante do Condicionamento - ele abarca a educação incorreta, a convivência social pouco saudável que propicia agregados físicos e mentais contaminados: crenças sobre a vida, morais, religiosos, entre outros.

A necessidade do sofrimento é devido a falta de consciência dos conteúdos inconscientes, que só conseguem se pronunciar para serem resolvidos em nós e para nós quando situações negadas, temidas, recusadas vêm à tona. Sofrimento não tem a finalidade de trazer prejuízo, ao contrário, quer a evolução do Ser em sua totalidade. Pessoas que já se tornaram inteiras, podem passar pelas mesmas situações caóticas, mas sem o sofrimento. Além da aceitação da situação, aprenderam a usar todas as capacidades para resolver as questões e não lutar contra elas.

Pessoas inteiras não são pessoas perfeitas, mas pessoas que tomaram consciência de seus aspectos, positivo e dito negativo, e buscam se melhorar constantemente. Tomar consciência do seu lado negativo, sua “feiura”, não é dizer: “eu sei que sou egoísta”, mas mergulhar no seu egoísmo sem mecanismos de defesa e assumir, quando assim é: “Sim, sou egoísta, sou capaz de prejudicar o outro, fazer maldades para ter isso só para mim. Já fiz isso, aquilo, aquilo, quero fazer aquele outro, etc... . Ou não fiz porque meus valores não permitem, mas é meu desejo”. Sem justificar , apenas assumir, seja lá o que for, e em que nível for. Assumir para Si Mesmo e perceber a influência disso nos seus problemas e buscar uma forma de à partir de então fazer diferente. 

Assumir que sua inveja não é "branca", mas de um "escuro" reluzente, que sua desonestidade é a mesma de um político corrupto ou até mais, mas que você prefere manter a farsa de bem sucedido. Enfim, é olhar no espelho e se enxergar. Não é publicar nas redes sociais, estampar nos jornais. O que vale é nosso próprio reconhecimento. E então a energia que estava represada na ânsia de me esconder de mim volta a estar disponível na consciência para eu tentar resolver a questão. 


Julgar-se, culpar-se não faz parte do caminho da consciência e resolução das questões que trazem sofrimento ou iriam trazer se não viessem à tona por livre vontade. Seria somente agregar mais sofrimento. Ação e transformação é necessário. 

O sofrimento que temos quando por desejo tomamos consciência, frustra nosso ego, faz com que ele seja obrigado a se transformar. O sofrimento que temos quando a feiura que foi impedida de sair, cresceu se transformando num monstro e irrompeu no ego, não frustra, mas destrói totalmente o ego, como se ele se transformasse num quebra cabeças com as peças jogadas ao alto. Como montar uma figura que num primeiro e talvez extenso tempo não terá a imagem compreendida?

O excesso de sofrimento, por algo que foi muito tempo negado pode impedir a reconstrução de um ego saudável e da possibilidade de autodesenvolvimento. O sofrimento por algo se mantém porque ou não queremos, ou não conseguimos perceber a realidade que está subjacente, o aprendizado que está batendo a porta.  Demos aval ao ego para ser o dono da casa e nos impusemos a função de mordomos.

O ego frustrado diminui seu poder, enquanto nosso Eu verdadeiro encontra espaço para surgir, até o momento total de consciência, onde o sofrimento desaparece. Pessoalmente não conheço alguém sem sofrimento algum, mas conheço muitas pessoas com grande controle e consciência, manipulando a sua própria vida, como deve ser. 

Dos quatro tipos de sofrimento, o que pode ser o mais difícil de resolver é o resultante do condicionamento. Aquele que aprendemos com as pessoas que um dia confiamos, ou ainda confiamos. Jung dizia que a consciência é passível de ser domesticada como um papagaio, mas isso não se dava com o inconsciente: “SE EU SOFRER TUDO ACABARÁ BEM”. Um exemplo de uma crença inconsciente e de difícil modificação: uma pessoa querida sai em viagem e enquanto ela não chega e avisa você fica ansioso, incomodado, atento, se a pessoa liga da estrada pelo telefone já se altera esperando que seja uma notícia ruim. Enfim, fica inteiramente preocupado. Quando a pessoa chega e avisa que está tudo ok a preocupação se dissipa e tudo volta ao normal. Você foi ensinado que precisa ficar angustiado quando alguém que você ama entra em alguma situação desconhecida e quando você recebe a notícia que nada de ruim aconteceu, inconscientemente associou a tudo ter saído bem, à sua preocupação. E então se preocupa para que tudo vá bem, toda vez que a situação acontece. E assim cria uma crença de que se preocupar (Sofrer) é o que faz tudo dar certo. Só que não. É uma crença absurda e equivocada, já que o sofrimento que você fica é o que de fato poderia emanar uma energia negativa para a situação e para você.

Como mudar uma crença, entre tantas, como a de ficar com medo (sofrer) por algo como se isso diminuísse a possibilidade de algo temido acontecer ou não acontecer? São muitas crenças aprendidas dizendo que sofrer é bom. E alterar isso depende de consciência e ação. 

Nosso ego não querendo mudar essas crenças, como uma criança birrenta, nos impõe que continuemos a executar os mesmos rituais de sofrimento que aprendemos e forja situações para continuarmos a acreditar. Se enfrentamos o ego, sofremos, mas de uma forma diferente da que nos foi ensinada, sofremos agora conscientemente, com a finalidade de se posicionar como o dono da casa. 

O sofrimento não é agradável, mas ainda é essencial. Quanto mais sofrimento mais estamos enfrentando nosso ego para existir na totalidade, no caso das crenças. Quanto mais sofremos pelos desejos não realizados e pela não aceitação da realidade, mais estamos perto de aceitar que somos mais do que o ego nos impõe. Mas que tal mudar a crença de que o que se passa até a resolução da questão não é um sofrimento? E sim uma grande oportunidade de mudança para melhor? 

Pouco sofrimento mostra duas coisas: Ou já somos seres vivendo na Totalidade Consciente ou estamos evitando entrar nessa brincadeira chamada Vida, onde a Vida só começa de fato quando encaramos o espelho e nos deparamos com nosso Eu Total. Até lá é tudo uma grande ilusão.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Resoluções do Poder Feminino

14:23


Em vários momentos do meu trabalho busquei livros que me esclarecessem o motivo pelo qual as mulheres com excelentes qualificações profissionais chegavam ao meu consultório queixando-se das condições de trabalho, da insatisfação com sua carreira profissional, não tendo certeza se o trabalho que desejavam realizar era mesmo aquele, queixavam-se da diferença entre a entrega profissional e o seu rendimento financeiro.

Outras mulheres, capazes, inteligentes, não conseguiam progredir, quiçá sentirem satisfação ou verem seu tão desejado sucesso profissional, proveniente segundo elas da falta de condição financeira para investirem em si mesmas. 

Outras chegavam com queixas referentes aos seus relacionamentos com o esposo, namorado, filhos, mas ficava evidente no decorrer do processo que era proveniente às suas crenças errôneas sobre sua capacidade profissional, e que as suas frustrações iam prejudicando ainda mais sua autoimagem e consequentemente a relação com as pessoas que mais amavam. 

Se eu prosseguisse, relataria centenas de queixas femininas em todas as áreas das suas vidas, e que no entanto são unicamente devido a insatisfação no aspecto profissional e consequentemente financeiro. E sem receio algum, afirmo que a resolução deste aspecto resolveria direta e indiretamente as outras dezenas de queixas que me são relatadas diariamente. A mulher quer "Poder" sim, mas precisa merecê-lo com as forças originais femininas, enclausuradas no inconsciente, e não lutando com o mundo masculino, e pelo "Poder" próprio do aspecto masculino, que não é sentido como de sua natureza e portanto fere. 

O mundo que se apresenta tem necessitado cada dia mais das qualidades femininas. Mas essa realidade, onde as mulheres assumem um lugar de dignidade, contribuindo para um mundo melhor e conseguindo manter sua feminilidade não é assim tão comum porque ela é a primeira a duvidar das suas qualidades. Esse comportamento precisa ser totalmente extinto se a Mulher quiser vencer de fato. Ao descobrir que tudo que acontece no seu aspecto profissional e financeiro é resultado do que você acredita de si mesma, você poderá alterar essa autoimagem e consequentemente a relação com seu trabalho, com o dinheiro e com as pessoas que você ama.

Algumas questões que precisam ser revistas, e a terapia é o campo perfeito para isso:

- Na prática o que fazer para melhorar no trabalho e ter um fluxo maior de dinheiro,

- Quais as crenças de pensamento e os padrões de comportamento contrários ao sucesso,

- As resistências psicológicas exclusivamente femininas que impedem o sucesso profissional e financeiro,

- Como enfrentar essas resistências e recuperar o entusiasmo,

- Os princípios da prosperidade.

Poder é a capacidade e habilidade de mudar nossas vidas, de definir nossas necessidades e resolvê-las. Sucesso não é ter muito. Sucesso é Ser e Ter o que você quer.

Qual é o nível de satisfação com seu Poder?

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Trauma e Reaprendizado Emocional

16:38


Os atos de violência são mais traumatizantes do que catástrofes naturais, como um terremoto por exemplo. Um acidente, estupro, assalto, incidentes ocorridos apenas uma vez não são superiores, mas se equiparam às situações de maus tratos na infância, abusos verbais, abandono, de forma constante, e até mesmo situações que não parecem como a persistente falta de dinheiro gerando brigas e inseguranças podem ser traumatizantes. São situações que geram trauma porque a mente entendeu que a pessoa foi escolhida para viver aquele sofrimento, ao contrário das catástrofes naturais, mesmo que em ambos tenha sido gerado o fator principal para ser trauma: a impotência em agir. 

Essa impotência, confirmada em muitas pesquisas é responsável por alterações bioquímicas no cérebro ficando desreguladas substâncias como adrenalina e noradrenalina, e fazendo com que o corpo se mobilize para uma emergência, mesmo quando é uma situação normal. No trauma qualquer situação ligada à ele também pode trazer essa sensação de urgência, alterando todo o corpo e emoção, pois evoca o trauma original.

Quero exemplificar com uma situação muito comum e que as pessoas nem tem ideia que vem de um trauma. Uma criança acompanha os pais desde muito cedo ao supermercado na compra do mês e sente a aflição deles ao pagar a conta, a resistência em pegar o dinheiro, o olhar constante para a tela de digitação de valores, o suor no rosto pela ansiedade dos pais, a espera do caixa do mercado, enfim a resistência em dar o dinheiro em troca da alimentação. Se essa criança viveu uma situação dessas, e normalmente não acontecia só para a alimentação, mas para pagar o aluguel, a luz, o gás, o material da escola, suas necessidades de roupa, tudo enfim, ela, até pela sensibilidade infantil foi assimilando aquilo e fazendo associações. Lidar com dinheiro quando adulta tornou-se traumático, e ela faz isso com angústia, nunca ficando dinheiro na sua mão. Ela precisa gastar, passar para frente, criar problemas, principalmente porque ela tem dificuldade de ganhar dinheiro já que associou ele a uma coisa horrível, que traz problemas para uma família. Ficando só na situação do supermercado, nos dias atuais essa pessoa pode ficar angustiada, ter falta de ar, acelerar o coração só de entrar num supermercado ou pensar que precisa ir, ou olhar para a caixa e ficar tremendo e confusa mentalmente ao pegar o dinheiro. E até ouvir música após as compras pode remeter ao trauma e lhe causar irritabilidade porque após as compras os pais voltavam ouvindo o rádio. Se voltavam brigando, na atualidade qualquer briga pode hoje gerar uma angústia terrível pois a leva ao trauma, a falta de dinheiro. 

A situação em si e tudo à volta pode ser contaminado quando um trauma vai se formando. Estas situações aparentemente inocentes são o motivo hoje de muitas pessoas não conseguirem ganhar o que desejam, pois apesar de desejarem muitíssimo o associaram a falta, de uma forma traumatizante. No tratamento psicoterápico quando encontramos a causa raiz conseguimos desamarrar o nó e liberar a emoção represada. Essa causa é responsável por nossas crenças, limitações, complexos e ao desatar o nó principal todas as associações feitas também são liberadas e a energia antes inconsciente que atuava prejudicando, agora fica disponível na consciência para criar uma nova realidade. Vejam, não é criada uma nova realidade após desatar, ela precisa ser construída após a liberação. Mas enquanto presa essa energia comandava a falta de dinheiro na vida da pessoa. 

É importante salientar que pessoas que sofreram traumas na infância estão suscetíveis a sofrer outros traumas. No processo psicoterápico após a liberação da causa raiz que pode ser rápida, se faz necessário o reaprendizado emocional e cerebral, pois apesar da emoção ter sido liberada os caminhos neurais ainda estão fortalecidos e podem agir sem nossa consciência. Essa reeducação é o que fortalece o senso de domínio sobre aquele traumático momento de impotência.

Há vários passos para estar no estado natural, consciente, e o primeiro deles é a conscientização de que não é preguiça ou resistência em mudar, só não sabemos o caminho para isso. Não estamos conseguindo sozinhos, apesar de sabermos que somos totalmente responsáveis pela mudança. Buscar auxílio profissional é sinal de que se está pronto para lidar com o trauma e com vontade de mudar. Esse é o início da mudança.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Estar no Agora

22:02


O pensamento é um aspecto para tomada de consciência. Mas podemos tomar consciência sem o pensamento. O estado de mente vazia, a entrega, o soltar é a consciência sem o pensamento. Com isso não ouso rebaixar o pensamento, apenas que deveríamos nos abster de ser controlados por ele. Precisamos aprender a pensar conscientemente.

Uma emoção é a representação de um pensamento energizado. A emoção quer assumir o controle e na maioria das vezes consegue porque nos identificamos com ela. Se os pensamentos e as emoções fossem somente positivos seria perfeito, mas na grande maioria das vezes o que produzimos são pensamentos e emoções negativos, doentios, destrutivos, e pior, de forma inconsciente. O que isso significa? Não tivemos nenhum poder de escolher o que pensar ou sentir, fomos escolhidos, e eles chegam para dominar.

Medo, raiva, ciúmes, inveja, tristeza, angústia, ansiedade, culpa, são alguns dos nossos visitantes. Atire a primeira pedra aquele que não sentiu um desses hoje. Mas se nos mantivermos Presentes, vivendo no Agora, olhando para o Momento essas invasões vão perder força. Se observarmos a emoção, se nos mantivermos atentos à elas no nosso corpo, e por segundos que seja dermos atenção, elas nos mostrarão o pensamento que as desencadeou. 

Se ao nos depararmos com o pensamento que originou esse mal estar, uma raiva por exemplo, ele perceber que foi descoberto, e se ele apenas for observado, sem confrontação, no controle da situação, ele não vai se sentir ameaçado e vai seguir o caminho que o originou, então saberemos o que está dentro de nós escondendo-se em grande parte por meses, ou anos, e provocando sofrimento para nós e para as pessoas envolvidas.

Estar no Agora para poder tomar consciência de pensamentos e sentimentos é estar abrindo os olhos para enxergar, porque por melhores coisas que haja no inconsciente, se não vierem à tona, é uma força agindo contra a Vida porque é sentido como impulso e não escolha, portanto sempre sendo contestado, duvidado e podendo assim ao invés de certezas gerar apenas mais insegurança. 

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Resistência e Procrastinação

12:19


Aonde mais resistimos encontra-se nosso maior desafio. Aonde mais temos problemas é aonde mais nós precisamos evoluir. Por isso se torna tão difícil agir em determinadas situações, exatamente nas quais está o maior aprendizado, àquele que nos levará à próxima fase. Mas quando paramos para observar nossos comportamentos percebemos que não são em muitas situações que resistimos e procrastinamos. Mas nas que fazemos ficamos quase que inúteis física e psicologicamente. Resistimos tantas vezes em resolver a questão que a questão torna-se maior do que nós, e assim criamos um monstro com uma boa estrutura que parece querer nos devorar quando ousamos chegar perto. 

Todos nós já passamos por cães desconhecidos nas ruas, aqueles acompanhados por seus donos, mas soltos, latindo e nos provocando. Se seguimos em frente, não ligamos, não corremos, apenas seguimos, ele imediatamente para. Eles fazem isso por medo de nós. Mas há cães e cães. E não sabemos exatamente quais mordem. Com nossas questões resistentes e procrastinadoras também não sabemos exatamente que nível de agressividade elas têm quando vamos chegando perto. Mas não temos outro caminho. Precisamos contar com a autoridade do dono do cão, assim como na nossa capacidade de correr, se necessário. Também ajudaria a capacidade de acalmar o cão, mas aí eu sei, já é pedir demais para quem procrastina. 

Não arriscamos a: deixar uma relação abusiva, parar de fumar, buscar ou mudar de trabalho, parar de trair, mentir, parar de resistir à falar em público, parar de se alimentar descompensadamente, porque achamos que não estamos preparados para a causa que está abaixo desses sintomas. A questão é que nunca estamos preparados. Se percebermos aonde resistimos, como procrastinamos será um grande mérito, e já mostra nossa elevada consciência. Mas prontos. Não, nunca estamos. 

Sair de situações aonde haja a resistência é saltar no escuro, é voar com medo, é gritar sem voz, mas é agir. E as pessoas que mais avançam, evoluem e são felizes são as que vão direto para seus objetivos. E vão com as pernas trêmulas, engasgadas, com o coração saindo pela boca, mas vão. E normalmente começam fazendo mais ou menos o que se propuseram, mas, avançam incrivelmente. Matar um monstro interno é uma vitória que não acontece todo dia, mas quando acontece, todo o Universo se redireciona e olha para nós nos perguntado: Eu sei para onde você quer ir. Como posso ajudar?


Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Medo

16:42


Precisamos, para limpar a alma das nossas inquietações, imperfeições, dificuldades, fraquezas: focar, iluminar, dar atenção à isso. Ao colocarmos luz a “coisa” fica evidente e então podemos examinar e ajustar àquilo em nós. Caso isso não aconteça e insistamos em correr a vida sem essa varredura, seremos perseguidos pelo que impedimos de se manifestar, e sentiremos medo de nós. Esse medo das nossas sombras precisa vir à tona, pois a energia gasta para esconder algo é demasiadamente alta. Para nos manter vivos, já que não assumimos a sombra, o inconsciente dá seu jeitinho de nos fazer buscar àquela energia que a sombra agrupa, e joga a história para fora de nós, projetando. É quando começamos a sentir medo das coisas e das pessoas.

Colocar a atenção na sombra não é morar por lá. Muitas vezes por passarmos muito tempo no nosso escuro temos dificuldade para voltar, arrumamos uma depressão por exemplo, ou nem voltamos. Ficar parado focalizando apenas nos conflitos internos, nas dificuldades, deixando a vida girar em torno delas, colocá-las como peças centrais da nossa vida, acaba apenas alimentando mais àquilo, aumentando o medo, e se tornando perigoso para nós. 

O tempo certo é: se preparar, entrar, colocar luz, analisar, e ter uma ação imediata. Quando se coloca luz e se analisa se chega a conclusão de que a sombra sempre foi luz e agora participa do seu Todo. Mas o ajustamento dela após a primeira ação pode acontecer em 1 minuto, 1 hora, 1 dia, 1 mês, 1 ano, 10, 20...conforme seja necessário e dependerá da vontade colocada em resolver e do preparo emocional do momento. Embora só se enxerga como desajuste quando já se tem um certo preparo interno.

O medo de olhar para o que há em nós de “pouco amável e pouco belo”, terá como resultado a perda do nosso poder de pensar e agir com espontaneidade. A forma de nunca mas ter medo é nunca mais se dividir entre minha parte boa e minha parte má negada, e entender que esses dois lados e suas nuances nos tornam inteiros. Ao não ter mais essa divisão eu me reintegro e não existe mais o mal ou o bem, apenas o EU em processo de autodesenvolvimento. E o medo sem alimento não sobrevive.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912