Autodesenvolvimento

A Vida pede para ser Vivida com Urgência

19:55


Mais um ano e mais do mesmo. Os mesmos planos? Vamos combinar que será a última vez?

Emagrecer e enrijecer o que detonamos mais uma vez no ano anterior. Já não está na hora de estabilizar o corpo? Mas juramos que esse ano vai.

Planejamos também conter os gastos e guardar dinheiro, investir, estudar mais sobre o assunto, pagar as dívidas. Vamos tomar consciência e desta vez ir em frente com isso?

E também resolver aquelas “pendengas” amorosas que duram anos. Sair de cima do muro, tomar uma decisão nem que seja a errada para ter a chance de arrumar mais à frente, recomeçar dentro ou fora com novas atitudes.

E aquelas promessas de se afastar das pessoas nocivas, dos empregos insatisfatórios que estancam a criatividade? Ou quem sabe treinar de uma vez por todas aquele comportamento que mudaria o rumo da profissão, da vida financeira, da vida.

E que tal aproveitar aquele aplicativo que foi baixado para começar a conhecer outro idioma e que hoje só ocupa lugar no celular e enche a caixa de e-mail com mensagens implorando para você voltar a estudar. Talvez um e-mail cheio te dê a sensação de que você está vivendo. Será?

E as pobres crianças que há anos esperam que cumpramos nossas promessas e as visitemos nos orfanatos, nos lares para adoção. As Ongs que resolvemos apoiar e não pagamos os boletos. E aquele apoio emocional que daríamos para quem passou por uma doença, um abuso, uma injustiça?

E as aulas de Yoga que pagamos, a promessa da meditação diária, as orações esquecidas.

Tem também os livros que já compramos que proporcionariam o autoconhecimento, que ensinariam as técnicas profissionais que faltam, e aqueles livros tolos que tornariam nosso ócio mais estimulante. Todos tirados o pó semanalmente. E nada aprendido.

O dinheiro que prometemos guardar mensalmente para aquela super viagem e que foi usado num final de semana de rebeldia, no Ifood ou naquela roupa para impressionar um novo par amoroso que durou um tempinho. A promessa de que teria sido o último ano sem aquelas férias maravilhosas, se tornou agora não um desejo, mas uma pendência, acumulada com a sensação de culpa. 

A mudança de visual que revelaria mais do teu Eu, a ousadia que faltava no cabelo, nas cores, na maquiagem. Sério que vão ficar para o ano que vem?

E aquelas pessoas que você deveria perdoar, soltar? Que deveria deixar ir, tirar o peso, se livrar, não olhar para trás, aquelas que você prometeu: Nunca mais. Nunca mais é sério. Se nunca mais, apaga o número, não olha rede social, queima as fotos, rasga os cartões, deleta os e-mails, esquece o nome. A vida é urgente. 

Adoro os planos de passeio, de papo furado, de falar bobagens, daquela futilidade, de comer algo delicioso sem culpa, de falar mal dos ex, de assuntos proibidos, de conhecer gente diferente. 

Adoro os planos de vida que incluem conhecer novos restaurantes, novos lugares, novos costumes, novas sensações, novas posições. E porque não? 

A questão não é o que planejamos, mas o que vivemos. Por isso este ano resolvi ter apenas um plano: Nunca mais repetir um objetivo. Será neste ano ou nunca. 

Resolvendo todos os planos até aqui esse poderá ser o ano em que você ficará rica, ganhará a promoção desejada, conhecerá o mundo, terá o melhor orgasmo de todos, ficará arrepiada de tão feliz, usará o biquine que deseja, terá seu dinheiro reserva, dormirá em paz, viverá o maior amor de todos. 

Este pode ser o ano em que você exterminará com teus objetivos de estimação, que você dará a volta por cima, que você terá a chance de sair da caixinha que esteve por anos tentando vencer as mesmas coisas. Pare de repetir a mesma vida e aja. 

Esse é meu convite para este ano, e se for repetir algo no próximo ano que seja apenas o teu perfume que deixará no ar para todos sentirem e admirarem a pessoa que você é com a lembrança de quem você foi um dia. 

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

O que cancela aquilo que determinamos?

16:56


O meu entendimento de determinação é algo terminado, é uma certeza absoluta, é algo que não falta nem excede, é aquilo e ponto final. Não se mexe, não desliza, não muda o ponto, está ali naquele lugar, daquele jeito, exatamente como definido. Se está definido foram usadas todas as potências: pensamentos, sentimentos, conhecimentos, movimentos, expressões, ações. Determinação é uma entrega total. É como definir uma cidade, sair de casa e se dirigir pela rota que se sabe para chegar naquele lugar. Se chover muito forte posso parar e esperar passar; se estiver cansada posso descansar e depois prosseguir; se errar o caminho, busco uma nova rota, demoro um pouco mais, vivo o que não era programado, até que enfim chego ao lugar definido. Então está terminado. A dificuldade de ser determinado não é algo novo, ao contrário, é muito antiga, mas o excesso de estímulos e possibilidades que a globalização, termo já velho, nos trouxe, tem trazido muitos prejuízos. 

Não me parece necessário muitos esclarecimentos sobre esses estímulos, pois neste momento lendo esse texto você pode estar ansioso para ler os outros milhões sobre esse assunto que estão disponíveis, para no final das contas não ter certeza nenhuma. Querer pular daqui para outro, querer terminar rápido para buscar outras e outras informações pode ser um indício de como você funciona com relação a determinar o que quer para sua vida. 

Um dos maiores problemas hoje é conseguir ter energia para que algo dure até se esgotar completamente. 

Não conheço alguém que tenha entrado nesses aplicativos de relacionamentos e tenha determinado  apenas uma pessoa para começar a conhecer. Conheço poucas pessoas, com as infinitas possibilidades profissionais que hoje existem, que se encontram certas e satisfeitas se aprofundando somente em uma coisa. Se ampliar parece ir para tudo e todos os lados. Eu poderia seguir, mas sei que já foi compreendido: determinação é sinônimo de existir, pois só em algo que estou inteiro é que posso entender como real. Determinação é parceiro da qualidade, beira à perfeição, que também significa algo terminado, inteiro. Determinação anda de mãos dadas com a paz, e é inimiga da ansiedade. 

Se você teve paciência para chegar até aqui é porque quer saber a resposta ao título proposto: o que faz com que aquilo que determinamos seja cancelado é o que eu considero que será a doença do futuro: a dúvida. Não a indecisão enquanto se analisa algo para depois determinar, falo das oscilações constantes por enxergar tantas possibilidades e querer viver todas. Estar na estrada é bom, mas é bom exatamente porque é o caminho para chegar naquela cidade. Já viver na estrada, constantemente mudando de opinião sobre aonde quer chegar, é estar no limbo, correndo perigo, perdendo tempo, deixando de existir. 

Mas, e se a cidade que eu determinei não for boa, se eu não for feliz com minha escolha? 

Se ao adentrar a cidade ela for uma decepção, mas você tiver aprendido como andar pelas estradas, o que te impede de pegar a estrada de novo?

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Sucesso ou Fracasso - Uma questão de Ponto de Vista

09:13


Quanto de energia se precisa para ter sucesso no que se empreende? Sendo sucesso a consumação do que se criou.
Resposta: Toda a energia usada na criação do desejo, sem o desperdício causado pelo desvio do foco. 
E o que nos desvia do foco?
Resposta: Deixarmos nas mãos do ego a função de realizar nosso empreendimento, aquele que criamos, desejamos. 
Qual o problema disso?
Resposta: Nosso ego, é apenas parte de nós, uma pequena fração do que somos, é como um funcionário que começou a estagiar na nossa empresa, a qual eu sou o dono e tenho experiência nela há mais de 40 anos. E o mais importante, eu estou inteiramente e genuinamente envolvido em minha empresa, já meu estagiário está apenas começando, desconhece boa parte do processo para eu ter chegado até ali, e principalmente, não sabe na totalidade a que lugar quero chegar.
Meu ego, estagiário, tem apenas o trabalho de executar muito bem aquela função que lhe é proposta. Ele não tem a responsabilidade de dar certo, de pagar todos os empregados da empresa, criar um clima agradável de trabalho, honrar o pagamento dos fornecedores, colocar no mercado o melhor produto possível. Portanto ele não tem a energia suficiente para proporcionar o sucesso do que criei. Lembrando: Sucesso é a consumação do que se criou. 
Meu ego, estagiário, cumpre horário, tem seus próprios planos, pode desejar coisas diferentes de mim, desejar chegar em um lugar oposto ao meu. Ele leva em consideração suas emoções negativas, e se ele adoece não trabalha bem, se ele está com preguiça faz devagar ou não faz, se está triste não se importa com sua função, se sente raiva pode fazer mal o seu trabalho. Já eu, dono da empresa, desejei, criei, planejei, sei o que eu quero, ultrapasso minhas emoções. Se não estou conseguindo, busco novas formas, se não estou me sentindo bem, ainda assim me levanto e vou trabalhar. Eu, dono de mim. Eu, meu Self. Eu, o verdadeiro Ser, não se abate sob nenhuma circunstância. 
E mesmo que no final minha empresa vá à falência, “Eu” tive sucesso porque usei toda a energia que foi usada para criar meu desejo, buscando formas de fazer dar certo, e portanto construindo mais conhecimento, habilidades, experiências, que vão me desenvolver consideravelmente, ampliando dessa forma também meu estagiário que participa do processo. 
Minha empresa, meu empreendimento, meu desejo podem ser: abrir um negócio próprio; entrar para uma universidade, um concurso, um emprego; uma relação amorosa; realizar uma viagem; a aquisição de algo; qualquer coisa. Tudo é um empreender, a mínima coisa do meu dia é um empreender, e cada coisa mínima dessa só terá sucesso se tiver sido desejada e criada à partir do meu Ser verdadeiro e esse Ser verdadeiro tiver espaço para participar ativamente, continuamente, diligentemente, com coragem e ousadia até que toda a energia da criação seja utilizada. 
Eu saberei se a energia foi totalmente utilizada?
Resposta: Sim.
Como eu saberei?
Resposta: O desejo terá acabado. 
Mas meu desejo acabou muito rápido.
Resposta: Bem, essa era toda a energia que tinha sido usada para criar o desejo.
Mas eu queria ter ido mais longe.
Resposta: Então o problema está em como você cria.
Mas eu criei algo enorme, lindo e não aconteceu.
Resposta: A energia vem da fé. Se não aconteceu, sua energia era pouca, porque sonhou, mas não criou. Para criar precisa acreditar.
Acreditar no que?
Resposta: Que você é capaz de concretizar. Que teu desejo é possível de acontecer.
Mas eu acredito e ainda assim não aconteceu.
Resposta: Talvez você não saiba, mas você não acredita de verdade, apenas deseja muito, e portanto não criou tudo que desejou, apenas uma pequena parte. 
Então eu Fracassei?
Resposta: Não, apenas teve Sucesso na proporção da sua criação, no quanto você acreditou que poderia.
Mas eu quero mais.
Resposta: Então comece a acreditar. Acreditar que você é e pode tudo. Após, faça escolhas conscientes do que acredita, crie tudo mentalmente, com seus pensamentos e coloque sentimentos, e vá para a prática. Ah!! Lembrei de algo. A criação precisa vencer as ideias anteriores de fracasso, não esqueça. 
E depois?
É Sucesso Total. 

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Persona e resolução

11:44


A construção de uma Persona “coletivamente” adequada significa uma considerável concessão ao mundo exterior, um verdadeiro auto-sacrifício, que força o Eu a identificar-se com a Persona. Persona, na visão Junguiana é uma espécie de máscara destinada a, por um lado, produzir determinado efeito sobre os outros e por outro, ocultar a verdadeira natureza do indivíduo. Ela é benéfica até o ponto onde houver uma identificação com essa máscara, impedindo não só “Ser Você Mesmo”, como não conseguir mais “conhecer 'O' Si Mesmo”.

Quem constrói uma Persona boa demais, sofrerá crises de irritabilidade. Essas identificações com o papel social (profissional, pai, mãe, filho, amigo, homem, mulher, etc...), são fontes abundantes de neuroses. Jamais conseguiremos nos desembaraçar de nós mesmos em benefício de uma personalidade artificial. Mas estamos adoecendo, como nunca, de tanto tentar. A simples tentativa de fazê-lo desencadeia em todos os casos, reações inconscientes. O “forte” no contexto social, frequentemente é uma criança na vida particular, no tocante a seus estados de espírito. Sua “disciplina e moral pública”, quase sempre “sem mácula”, tem um aspecto estranho atrás da máscara.

Nem sempre é percebido a partir dos seus atos, porque uma persona bem colada consegue enganar, por um tempo, até a si mesmo, imagina então as pessoas mais íntimas. Mas na terapia conseguimos saber o que tem atrás da máscara observando as fantasias. Um homem pode ser um impecável advogado especialista em família, mas, fantasia, sonhando ou acordado com relações “imorais”. Uma mulher aparenta ser uma mãe extremamente dedicada, vive dizendo que dá a vida pelos seus filhos, mas sonha que os está matando, ou de forma “delicada” os culpa por não ter se desenvolvido profissionalmente.

Somos forçados a nos identificar com a Persona, pela pressão do mundo exterior, mas também por influências que atuam de dentro. Assim, o inconsciente oprime o Eu, com a mesma pressão que a Persona exerce sobre ele. A falta de resistência exterior contra a sedução da Persona corresponde a uma fraqueza interior relativa às influências do inconsciente. O papel desempenhado fora é atuante e forte, ao passo que dentro vai se desenvolvendo uma fraqueza contra as influências do inconsciente: estados de espírito momentâneos (hoje rotulados de bipolaridade); afetos exagerados (dependências amorosas e da opinião do outro); ideias obsessivas (TOC, déficit de atenção e outras patologias afins); fraquezas (depressões); angústias (pânico, fobias); vícios (drogas, bebidas, sexo).

A boa notícia é que, pouco a pouco, ao deixarmos de ser nós mesmos, num ato de salvação, essas fraquezas vem para o primeiro plano. Quando chegam é porque internamente já não havia mais condições de sobreviver com um estranho sendo “Eu”. E então temos a oportunidade de trazer à tona nosso conteúdo “particular”, nossas forças e fraquezas, nossos reais desejos, clarear a escuridão e conhecer suas verdadeiras intenções, aprendendo assim a aceitar o que aparece e desenvolver-se à partir disso, agora sem as ilusões. A realidade é tudo que temos. A intensidade do sofrimento vem de acordo com o quanto estávamos aprisionados.

As mais conhecidas patologias desse momento da nossa história existem porque desde muito cedo estamos sendo ensinados a negar “quem somos”.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Você sabe o que é acreditar para conseguir?

13:12


A cada início de ano é comum que mentalmente ou no papel tenhamos um projeto, um objetivo, uma meta ou muitas. Do lugar onde estamos cada objetivo parece no mínimo difícil. Seja ele emagrecer, ganhar mais dinheiro, melhorar um relacionamento, ter mais amigos, aprender um idioma, iniciar um curso, mudar de cidade entre outros mais específicos e cada vez mais íntimos. O desejo de alcançar algo, este é simples, de fácil acesso. Tê-lo mentalmente ou num papel, traçar inclusive passos para se chegar lá, apesar de ser um avanço comparado aos desejos que não saem do simples “eu queria” e que nem chegam a se tornar uma meta, não é suficiente para se conseguir o bom resultado.

O que se percebe é que, já no início os projetos são sufocantes, porque falta a princípio autoconhecimento, que leva em conta também nossas limitações; a aceitação de que se estivéssemos prontos já teríamos alcançado, ou seja, necessita de mudanças e que depende unicamente de nós; e que não basta ter um plano, não basta querer, nem desejar, nem ficar mentalizando, se você não ACREDITAR. 

ACREDITAR é ter a certeza, sem dúvidas, de que vai conseguir, de que se um modo falhar, encontrará outro, se um caminho se fechar, se abrirá outro. Um grande número de pessoas perde esse senso de certeza, tão logo as coisas começam a dificultar. Se fosse fácil não necessitaria de um plano. E tão logo as dificuldades começam, os sonhos adormecem e talvez sejam despertados no início do próximo ano. A maioria dos projetos é o mesmo há uns 10 anos, e as pessoas parecem tontas, num círculo vicioso, onde quase chegam, mas não concretizam.

ACREDITAR é dar passos. Se no momento onde decidiu, você não deu o primeiro passo, você não acreditou. Na verdade você ainda nem decidiu. Se espera que a situação se acomode aos seus desejos para tomar a iniciativa já perdeu tempo. O que vai determinar o sucesso ou o fracasso de qualquer meta é a busca “desesperada”, “apaixonante”. E nesse caso não importa o meio, a condição física porque você se adequa, nem a financeira ou a emocional. Se você determinou tal coisa para sua vida, de uma forma ou de outra você vai conseguir.

ACREDITAR é manter a chama acesa. É se munir de pessoas, coisas, situações que mantenham o desejo manifesto. Os que chegam até o final são os que aproveitaram o momento inicial de euforia e se empenharam além dos seus limites porque sabem que não muito distante como em toda jornada sentirão cansaço, terão fome, precisarão parar por momentos e surgirão dúvidas se vale mesmo à pena. Se não foi dispensado esse empenho ao projeto, ao objetivo, à meta, então não se acreditou que conseguiria. Mas ainda não é só isso.

Pagar meses de academia pode contribuir, comprar vários livros ajudará, se inscrever num curso será ótimo. Tudo serve. Mas perder o dinheiro da academia, do curso, dos livros ou qualquer outro investimento é o menor dos problemas para quem sempre desiste no meio do caminho. O maior empecilho é não ter uma VISÃO clara do que se quer. As lembranças encobrem uma visão porque nos trazem a ideia de que já falhamos em algum momento. Os olhos não permitem a visão porque focam somente no que tem no momento. Uma visão tem um preço a ser pago: de tempo, de mudanças, de desistências. Se você não consegue enxergar-se já vivendo o que objetivou você não acreditou, você não se permitiu ter uma visão. Portanto não está no controle de si mesmo. Seu foco está no TENTAR. Tentar é somente focar na luta. CONSEGUIR: esta é a palavra.

Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Pense antes de Falar

16:30


Sequestrar pode significar retirar alguém de sua condição de liberdade e colocá-lo sob o controle de outro. O sequestro ocorre à revelia do sequestrado e este pouco pode fazer para evitar o acontecido, já que é sempre tomado de surpresa e não dispõe de tempo para se defender.

Pois bem, o cérebro humano com frequência é palco de um tipo de sequestro, que é a palavra médica utilizada para designar aquele momento crítico em que a razão é superada por forte emoção em uma situação difícil. Quando a razão recupera o controle, instantes depois, o estrago pode já ter sido feito.

A parte do cérebro humano responsável pela lógica e que normalmente controla as decisões e atitudes das pessoas chama-se neocórtex. Trata-se daquela parte superficial, enrugada e cinzenta que forma a porção visível do cérebro quando se olha para sua figura inteira. O nome neocórtex significa algo como "casca nova". É a parte superficial do cérebro, que surgiu por último durante o processo de evolução. Só os seres humanos possuem neocórtex.

Mas é claro que o cérebro não surgiu com nossa espécie. Muito antes de o neocórtex surgir e nos diferenciar das outras formas de vida como um "ser pensante", já havia espécies com cérebro. Mais simples, sem dúvida, mas ainda assim um cérebro. O curioso é que, embora nossa massa encefálica tenha se aperfeiçoado ao longo dos milênios, as estruturas básicas, que formavam os cérebros mais primitivos, se mantiveram. Ou seja, nosso cérebro humano contém um cérebro de réptil. A estrutura mais primitiva é o tronco cerebral, responsável pelos instintos mais básicos. Depois disso, surgiu o sistema límbico, que é onde se processam as emoções. E foi dele que evoluiu o cérebro pensante - o neocórtex.

Lá no sistema límbico existe um componente chamado amígdala - que não tem nenhuma relação com as da garganta. Apenas o nome é o mesmo, só porque ambas lembram "amêndoas" em sua forma. A função da amígdala cerebral é funcionar como uma espécie de alarme que desencadeia reações de proteção em caso de alguma emergência. Ao perceber algum perigo, logo imagina o pior e trata de desencadear uma reação, que sempre será de fuga ou de agressão, porque essa é a maneira animal de manter a vida.

O curioso é que a amígdala recebe a informação do perigo antes do neocórtex. Por isso, a reação começa antes mesmo que a pessoa tome consciência do perigo. Muitas vezes nem há risco de verdade, mas até o raciocínio perceber isso o alerta já está dado. Parece incoerente, mas esse mecanismo garante uma percepção rápida do perigo. A natureza prefere errar por excesso de zelo.

Quando a amígdala toma conta da situação e provoca reações às vezes desproporcionais ao fato, dizemos que aconteceu o "sequestro" da razão. O neocórtex foi superado e controlado pela amígdala por alguns instantes. Muitas vezes isso é bom, porque aumenta a velocidade da resposta diante de um perigo. É o que faz uma pessoa saltar ao perceber um carro aproximando-se em alta velocidade. A percepção da tragédia não é cortical, racional. É amigdaliana, instintiva.

O problema é que a amígdala interfere também quando há outro tipo de perigo, não físico, mas emocional. Durante uma divergência de opinião, por exemplo, você pode perceber, repentinamente, uma espécie de perigo causado pelo rumo da discussão. Isso se dá de modo inconsciente e você não nota que está sendo tomado pelo sentimento de preservação de sua vida, ainda que seja a vida emocional. Sente apenas uma sensação de desconforto e medo, seguido da necessidade de agredir. De repente, pode acontecer o sequestro da razão e você terá, com certeza, uma reação violenta, por palavras ou atos, desproporcional ao fato que a causou. Faltou contar até dez.

Se o sequestro da razão ocorre de maneira espontânea, comandada apenas por nossa biologia, podemos fazer algo para controlar esse fenômeno? Tudo indica que sim, que podemos aumentar o controle da lógica sobre a resposta emocional. Aumentar esse controle significa, na prática, aumentar a inteligência, aquela que é chamada de inteligência emocional.

SEM INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NÃO HÁ RELAÇÃO QUE SOBREVIVA. COMECE A TREINAR. MÃOS A OBRA.

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Luciana Sereniski
CRP 12/06912

Autodesenvolvimento

Regras úteis para viver a Vida

18:48


Nenhum de nós nasceu com um manual de instruções. Mas se viéssemos a essa vida com um manual, seria mais ou menos como descrito nas reflexões abaixo. Por isso, preste atenção nelas, certamente poderão servir para sua vida.

1) Você vai receber um corpo. Pode amá-lo ou detestá-lo, mas é a única coisa que você com certeza possuirá até o fim da sua vida.

2) Você vai aprender lições. Ao nascermos, somos imediatamente inscritos numa escola informal chamada "Vida no Planeta Terra". Todas as pessoas e acontecimentos são "professores universais".

3) Não existem erros, apenas lições. Crescimento é um processo de experimentação, no qual as "falhas" são tão parte do processo quanto os "sucessos".

4) Se não aprender as lições fáceis, elas se tornam difíceis. Problemas externos são o preciso reflexo do seu estado interior. Quando você limpa obstruções, seu mundo exterior muda. A dor é o jeito do universo chamar a sua atenção. Você saberá que aprendeu uma lição quando suas ações mudarem. Sabedoria é prática. Um pouco de alguma coisa é melhor do que muito de nada.

5) "Lá" não é melhor do que "aqui". Quando "lá" se torna "aqui", você vai simplesmente arranjar outro "lá", que de novo parecerá melhor que "aqui".

6) Os outros são meros espelhos de você. Você não pode amar ou odiar alguma coisa sobre o outro a menos que reflita algo que você ama ou odeia em você mesmo.

7) Sua vida, só você decide. A vida dá a tela, você faz a pintura. Escolha as cores e pegue os pincéis. Tome para você o comando de sua vida ou alguém o fará.

8) Você sempre consegue o que quer. Seu subconsciente determina quais energias, experiências e pessoas você atrai. Assim, o único jeito certeiro de saber o que você quer é ver o que você tem. Não existem vítimas, apenas estudantes.

09) Não existe certo ou errado, mas existem consequências. Dar lição de moral não ajuda. Julgar também não. Apenas faça o melhor que puder.

10) Suas respostas estão dentro de você. Crianças precisam de direção dos outros. Quando amadurecemos, confiamos em nossos corações, onde as leis universais estão escritas. Você sabe mais do que ouviu ou aprendeu. Tudo que você precisa é olhar, prestar atenção, e confiar.

11) Você vai esquecer de tudo isso. Mas pode lembrar sempre que quiser.

Do livro: "If Life is a Game These are the Rules“ de Cherie Carter-Scott